9 de julho de 2026
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Empresa de tecnologia é investigada por fraude e corrupção em prefeituras de SC

Foto: Ministério Público de Santa Catarina (MPSC)/Divulgação
Operação Gaiola Digital realiza buscas em 7 municípios

Uma empresa de tecnologia de Blumenau, no Vale do Itajaí, está no centro de uma operação deflagrada na manhã desta quinta-feira (9) em sete cidades de Santa Catarina. Os alvos forneciam sistemas de gestão pública às prefeituras e são suspeitos de comporem uma organização criminosa envolvida em fraudes a licitações, corrupção, lavagem de dinheiro e outros crimes contra a administração pública.

A Operação “Gaiola Digital” é conduzida pela Subprocuradoria-Geral de Justiça para Assuntos Jurídicos do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC). Foram expedidos 17 mandados de busca e apreensão, cumpridos por agentes do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO) e do Grupo Especial Anticorrupção (GEAC) em endereços dos investigados e na sede da empresa.

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Os mandados foram cumpridos nas cidades de

  • Blumenau
  • Rio do Sul
  • Lages
  • Penha
  • Balneário Camboriú
  • Canoinhas
  • Irani

As medidas judiciais cumpridas nesta fase da Operação Gaiola Digital têm como objetivo a coleta e a preservação de provas, incluindo documentos, equipamentos eletrônicos, registros digitais e outros elementos relevantes. A investigação tramita em sigilo.

O nome “Gaiola Digital” faz referência ao ambiente tecnológico utilizado como instrumento para a perpetuação do esquema investigado, que, segundo apurado, teria capturado e restringido a livre concorrência em processos licitatórios voltados à contratação de sistemas informatizados para a administração pública.

Entenda os crimes investigados

De acordo com o MPSC, a investigação teve início a partir de informações obtidas por meio de acordos de colaboração premiada firmadas no âmbito da Operação “Et Pater Filium”, posteriormente confirmados por um amplo conjunto de provas reunidas durante as apurações. O núcleo investigado teria estruturado um esquema para direcionar as licitações para a contratação de seus sistemas de gestão pública por diversos municípios catarinenses.

Os investigados ligados à empresa de tecnologia aproximavam-se de agentes públicos e influenciavam a redação de editais para a inserção de uma cláusula com critérios técnicos moldados, visando favorecer a própria seleção na licitação e restringindo a concorrência. Além disso, para garantir a assinatura e a renovação dos contratos com as prefeituras, os empresários realizavam o pagamento de propina a agentes públicos.

As investigações apontam que o esquema teria estrutura organizada, com divisão de tarefas entre núcleos responsáveis pela articulação com agentes públicos, pela elaboração de documentos técnicos, pela operacionalização de pagamentos indevidos e pela movimentação financeira voltada à ocultação da origem e do destino dos recursos.

Ainda segundo o MPSC, foram identificados indícios de lavagem de dinheiro por meio de saques fracionados e de operações financeiras destinadas à formação de um caixa clandestino usados no pagamento de propinas. Somente de 2022 a 2026, foram identificadas centenas de movimentações bancárias incompatíveis com a atividade empresarial regular, somando milhões de reais.

Operação prende suspeitos de furtar caminhonetes em SC e PR e levar à Argentina

Operação Fronteira cumpre seis mandados de prisão e 13 de busca e apreensão contra grupo investigado

Grupo suspeito de furtar caminhonetes de luxo em Santa Catarina e no Paraná e enviar os veículos para a Argentina foi alvo da Operação Fronteira, deflagrada na manhã desta quinta-feira (9). As forças de segurança dos dois estados cumpriram mandados de prisão e de busca e apreensão contra a organização criminosa investigada por levar os veículos para comercialização clandestina no país vizinho. A ação, denominada Operação Fronteira, ocorre nas cidades de Joinville (SC), Dionísio Cerqueira (SC), e Barracão (PR).