CPMI aprova quebra de sigilos do filho de Lula enquanto PF apura possíveis pagamentos ligados ao lobista “Careca do INSS”
A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS aprovou nesta quinta-feira (26), a quebra de sigilos bancário, fiscal e telemático de Fábio Luís Lula da Silva, o “Lulinha”, filho do presidente Lula. O esquema foi revelado na Operação Sem Desconto, deflagrada em 2025, que identificou descontos indevidos aplicados diretamente nos benefícios de aposentados sem autorização. Os valores descontados passaram de R$ 617 milhões em 2019 para R$ 2,8 bilhões em 2024.
Com a quebra de sigilos autorizada, a Polícia Federal vai analisar as movimentações financeiras de Lulinha para verificar se houve recebimento de valores, identificar remetentes e destinatários e reconstruir uma linha do tempo dos eventuais pagamentos.
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Suspeita de pagamentos mensais
A PF suspeita que Lulinha possa ter recebido ao menos R$ 300 mil do lobista Antônio Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, apontado como principal operador do esquema, preso desde setembro. Segundo apuração preliminar, os valores, que poderiam chegar a R$ 300 mil mensais, seriam destinados a facilitar o acesso de Antunes a locais específicos em Brasília.
Mensagens interceptadas mencionam um possível pagamento ao “filho do rapaz”, que investigadores acreditam poder ser Lulinha, embora não haja confirmação definitiva da identidade citada.

O envelope
Na última fase da Operação Sem Desconto, os investigadores apreenderam um envelope com o nome de Lulinha que estava em posse de uma amiga dele, suspeita de ser a empresária Roberta Luchsinger.
Após a apreensão, investigadores captaram mensagens trocadas entre essa amiga e o “Careca do INSS”. Na conversa, ela demonstra preocupação ao afirmar que apreenderam o envelope “do filho do rapaz” e diz que “acharam um envelope com o nome do nosso amigo no dia da busca e apreensão”. Segundo a PF, Antunes respondeu apenas: “Putz”.
Roberta Luchsinger, também é investigada, pois supostamente teria recebido R$ 1,5 milhão do lobista e poderia ter atuado como intermediária.
Entenda como funcionava o esquema
As investigações durante a Operação Sem Desconto apontam que descontos indevidos eram aplicados diretamente nos benefícios de aposentados e pensionistas, sem autorização. Os valores apontam o grande salto nos descontos entre 2019 para 2024. Há ainda, indícios de falsificação de documentos e de repasses milionários a ex-dirigentes do INSS.
Apesar das suspeitas, a defesa de Lulinha afirma que ele não tem relação com as fraudes, nega ter recebido valores ilícitos e sustenta que não houve participação no esquema.
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