Produção e armazenamento ocorria em espaços insalubres e sem alvará sanitário, que foram interditados pela Anvisa
Um esquema bilionário de fabricação clandestina de suplementos alimentares, que eram vendidos para todo o Brasil pela internet, foi desarticulado durante uma operação conjunta entre o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A empresa e três galpões foram interditados na manhã desta quarta-feira (25) em cidades de Minas Gerais.
A operação “Casa de Farinha” apura os crimes de associação criminosa, falsidade ideológica, lavagem de capitais, crimes contra a saúde pública e contra o consumidor. De acordo com a Anvisa, a empresa operava sem alvará sanitário. Duas pessoas foram presas e 17 mandados de busca e apreensão foram cumpridos em empresas e na residência de empresários em cidades do centro-oeste mineiro e de Goiás.
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Durante os mandados, a matriz na cidade de Arcos e os três galpões foram inspecionados por agentes sanitários, que encontraram sujeira, mofo, matérias-primas expostas, falta de controle de temperatura e presença de umidade. Os locais abrigavam toda a linha de produção, armazenamento e logística dos suplementos alimentares, chás e produtos à base de plantas, que eram divulgados por meio de marketing digital e vendidos pela empresa e vendedores independentes.
A investigação conduzida pelo MPMG aponta para fraudes tributárias cometidas pelo grupo empresarial e também a utilização de substâncias não autorizadas para suplementos alimentares. Durante a operação, também foi apreendida grande quantidade de substâncias anabolizantes, com origem e destinação desconhecidas. A Justiça determinou ainda o bloqueio de mais de R$ 1,3 bilhão e a indisponibilidade de imóveis e bens declarados dos investigados.
Falsos ‘remédios’ e produção insalubre
De acordo com a Anvisa, a empresa clandestina produzia suplementos alimentares encapsulados e os anunciava ao público como se fossem medicamentos, com promessas de efeitos terapêuticos, o que é proibido para a categoria de produtos alimentícios. Além disso, esses produtos não continham os princípios ativos anunciados por meio de propaganda enganosa e a fabricação não seguia protocolos sanitários, podendo causar sérios riscos à saúde dos consumidores.
Nos galpões foram encontrados equipamentos industriais, grande quantidade de matérias-primas sem o devido controle de qualidade, cápsulas, produtos acabados e materiais de embalagem. Também foi identificada uma área destinada à produção de chás, onde insumos vegetais eram manipulados em condições insalubres. Foi encontrada ainda uma betoneira de construção civil que era usada na fabricação dos produtos. Na matriz, foram encontrados produtos em diferentes estágios de produção, além de uma gráfica própria, onde eram impressos, em larga escala, os rótulos dos produtos irregulares.
Pesquisa mapeia resultado ‘frustrante’ da temporada de verão 2025/2026 em SC
Empresários tiveram faturamento estável, mas viram número de turistas e gasto médio cair, aponta Fecomércio
O retorno econômico da temporada de verão 2025/2026 no litoral de Santa Catarina deixou a desejar para quase metade dos empresários. Isso porque o gasto médio dos turistas caiu 16,4% em relação ao mesmo período no ano anterior. Os dados são resultado da Pesquisa Turismo de Verão no Litoral Catarinense 2026, produzida pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Santa Catarina (Fecomércio-SC), divulgado nesta quinta-feira (26).










