Da Roma Antiga à pegadinhas modernas, a data é celebrada de diferentes formas ao redor do mundo
Abril começa trazendo uma das datas mais curiosas do calendário: o Dia da Mentira, celebrado em 1° de abril. Apesar de sua origem estar ligada às mudanças no calendário impostas pela Igreja Católica no século XVI, a data reúne diversas versões histórias, manifestações culturais ao redor do mundo e episódios que ultrapassam o campo do humor, mostrando que a tradição das pegadinhas pode ter impactos reais e até políticos.
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Como o calendário gregoriano deu origem a data
O Dia da Mentira passou a ser celebrado em 1º de abril a partir do século XVI, após a adoção do calendário gregoriano, que substituiu o calendário juliano por determinação do Concílio de Trento (1545–1563). A mudança, promovida pela Igreja Católica em meio à reação à Reforma Protestante, redefiniu a contagem do tempo no mundo cristão e estabeleceu o dia 1º de janeiro como início oficial do ano.
Com a nova organização do calendário, dividida em 12 meses e baseada no movimento da Terra em torno do Sol, antigas celebrações de Ano Novo, realizadas entre o fim de março e o começo de abril, perderam espaço. Nesse contexto, o 1º de abril teria surgido como uma forma bem-humorada de contestação às mudanças, dando origem à tradição das brincadeiras e trotes que marcam a data até hoje. No entanto, essa não é a única história aceita para o surgimento do Dia da Mentira.
Diferentes culturas celebrando 1º de abril

Estudiosos também apontam para outras formas das quais pode ter surgido a data. A influências de festivais mais antigos, como a Hilária, é uma das linhas de pensamentos, celebrada na Roma Antiga, e o Holi, na Índia, ambos associados a períodos festivos e brincadeiras próximas ao equinócio de primavera no Hemisfério Norte.
A tradição também se manifesta de formas distintas ao redor do mundo. No Irã, por exemplo, o 13º dia do Ano Novo persa, que costuma cair em 1º ou 2 de abril, é marcado por celebrações ao ar livre e pegadinhas. Já na China, o governo chegou a desencorajar oficialmente a prática: em 2016, a agência estatal Xinhua classificou a data como incompatível com os valores culturais e sociais do país.
No Brasil, o costume foi introduzido em 1828 com o jornal “A Mentira”, que estampou em sua primeira edição a falsa morte de Dom Pedro I, que, na verdade, só faleceria anos depois, em 1834. Desde então, o dia se popularizou com brincadeiras entre amigos, familiares e, mais recentemente, nas redes sociais.
Era só uma brincadeirinha
Ao longo da história, porém, nem todas as brincadeiras ficaram restritas ao campo do humor inocente. Em 1998, um jornal ligado à família de Saddam Hussein, então presidente do Iraque, publicou a falsa notícia de que o então presidente dos Estados Unidos, Bill Clinton, havia suspendido sanções contra o Iraque, informação desmentida posteriormente, mas que ilustra como a data pode ultrapassar limites.
Casos semelhantes ocorreram em outros momentos. Em 1940, o Franklin Institute divulgou um comunicado falso sobre o fim do mundo, causando pânico após ser repercutido por emissoras de rádio. Décadas depois, em 1989, o empresário britânico Richard Branson simulou a chegada de um disco voador nos arredores de Londres, mobilizando autoridades e assustando moradores.
Apesar das variações históricas e culturais, o princípio do Dia da Mentira permanece o mesmo: surpreender e enganar de forma bem-humorada. Em tempos de circulação acelerada de informação, no entanto, a data também levanta discussões sobre os limites entre brincadeira e desinformação, um tema cada vez mais relevante na era digital.
Novas doses de vacina chegam a Florianópolis após início de semana com falta
Alguns Centros de Saúde tiveram uma falta parcial do imunizante por conta da alta procura no “Dia D”
A Prefeitura de Florianópolis recebeu a nova remessa de dose de vacinas contra o vírus da Influenza e já normalizou a aplicação em todas as unidades de saúde do município. No início da semana, segundo a pasta, alguns Centros de Saúde sofreram com a falta parcial do imunizante, por conta da alta procura no “Dia D”, responsável por mais de 10 mil aplicações no último sábado (28). Nesta quarta, 20 mil novas doses chegaram à capital para normalizar o atendimento.





