Além do estado, outros 13 aparecem como rotas essenciais para esquema internacional articulado
Um relatório da Agência Brasileira de Investigação apontou que Santa Catarina possui rotas estruturadas para chegada e saída de trabalhadores migrantes contrabandeados do país. O estado está entre os 14 citados pelo órgão no relatório que integra o documento “Contrabando de Migrantes no Brasil: uma análise de inteligência”, divulgado nesta terça-feira (28), o qual apresenta pontos estratégicos para as dinâmicas internacionais de imigração e emigração no país.
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Santa Catarina é um dos três estados da região Sul na lista e é utilizada por contrabandistas como ponto de entrada e saída de trabalhadores. Segundo o relatório, as rotas combinam modais terrestres, fluviais e aéreos, passando até por aeroportos internacionais. No estado, o transporte ilegal é mais frequente para fins de mão de obra, mas as passagens por todo o país também são utilizados para outros fins, como portas de entrada e corredores (Norte e Centro-Oeste) e articulação logística e saída de brasileiros (Sudeste).
Além de SC, também são listados os estados de Mato Grosso do Sul, Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Minas Gerais, Espirito Santo, Pará, Paraná, Rio Grande do Sul, Rondônia, Roraima e São Paulo, totalizando 14. Outro ponto que o relatório traz é a subnotificação dos casos, o que dificulta o combate à prática. Isso é explicado pelo fato de muitos migrantes não se identificarem como vítimas do crime ou evitam denunciar com medo de deportação ou outras represálias.
Atraídos por ofertas na internet
O relatório apontou que a principal forma de atração das vítimas para a migração ilegal é pelas redes sociais, com destaque para as de vídeos curtos, que ganharam destaque recentemente na prática. Nessas plataformas, as quadrilhas anunciam vagas de empregos supostamente formais, agências de viagens e consultas migratórias. Os “pacotes” incluem transporte, hospedagem, orientação de rota e até documentação falsa para evitar que o trabalhador seja identificado. Os preços variam de acordo com o destino e a complexidade do trajeto.
Segundo a Abin, o mercado do contrabando é altamente lucrativo e frequentemente está associado a outros crimes, como lavagem de dinheiro, corrupção e exploração de migrantes.
Geografia propícia
O Brasil tem mais de 16 mil quilômetros de fronteiras com outros países, tanto terrestres quanto fluviais, além da ampla malha aérea e da legislação migratória amigável, tornando alvo perfeito para a prática. Muitos locais mais remotos não possuem fiscalização, sendo uma rota perfeita para o contrabando, que ocorre de forma articulada, com “chefões” estrangeiros e brasileiros atuando como executores (“coiotes”).
Segundo a Abin, a expectativa é que o documento ajude na formulação de políticas públicas e cooperação internacional, especialmente na repressão às organizações criminosas e na proteção dos direitos dos migrantes.
Confira como ficam os serviços públicos neste feriado de Dia do Trabalho
Serviços municipais de Florianópolis vão operar de forma reduzida em alguns segmentos
Neste feriado de 1º de maio, data marcada pelo Dia do Trabalho, os serviços municipais terão o atendimento reduzido em Florianópolis. Na saúde, por exemplo, os Centros de Saúde, Policlínicas e Hospital Dia não abrirão nesta sexta-feira. Já o Alô Saúde, as Unidades de Pronto Atendimento e o Centro de Atenção Psicossocial do Multihospital (CAPS III) ficarão abertos normalmente, 24h.





