Contaminações são por cepa argentina do vírus transmissível entre humanos
A Organização Mundial da Saúde (OMS) confirmou nesta quinta-feira (7) cinco casos de infecção pelo hantavírus ligados a um navio de cruzeiro no Oceano Atlântico, de oito notificações e três mortes registradas. Apesar de se tratar de um incidente sério, o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom, classificou o “risco à saúde pública como baixo”.
Em coletiva de imprensa, a OMS informou que o hantavírus ligado aos casos na embarcação MV Hondius são de uma cepa originária da Cordilheira dos Andes, na Argentina. “É a única espécie conhecida com capacidade limitada de transmissão entre humanos, ligada a contato próximo e prolongado”, informou a Organização.
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Tedros Adhanom afirmou ainda que, por conta do período de incubação do hantavírus no organismo humano, é possível que mais casos sejam reportados. “Nossas prioridades são garantir que os pacientes afetados recebam tratamento, que os passageiros remanescentes no cruzeiro sejam mantidos seguros e tratados com dignidade e prevenir qualquer futura disseminação do vírus”, explicou o diretor-geral da OMS.
A Organização afirma que já tomou uma série de providências desde que a situação no cruzeiro da operadora de turismo Oceanwide Expeditions foi notificada no último sábado (2). A mais recente delas foi enviar um especialista a bordo do navio para para realizar uma avaliação médica abrangente de todos os passageiros e tripulação, além de reunir informações essenciais para avaliar o risco de infecção.
A ONU providenciou o envio de 2,5 mil kits de testagem da Argentina para laboratórios em cinco países para reforçar a capacidade de diagnósticos. A Organização também está desenvolvendo um guia operacional passo a passo para o desembarque seguro e respeitoso e para a continuação da viagem de passageiros e tripulantes após a chegada.

A doença
De acordo com a OMS, os hantavírus são vírus zoonóticos que infectam naturalmente roedores e, ocasionalmente, são transmitidos a humanos. A infecção pode resultar em doenças graves e, frequentemente, em morte, embora as manifestações clínicas variem de acordo com o tipo de vírus e a localização geográfica.
Nas Américas, por exemplo, a infecção é conhecida por causar a síndrome cardiopulmonar por hantavírus, condição rapidamente progressiva que afeta os pulmões e o coração. Já na Europa e na Ásia, os hantavírus são conhecidos por causarem febre hemorrágica com síndrome renal, que afeta principalmente os rins e os vasos sanguíneos.
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Em humanos, os sintomas da contaminação geralmente começam entre uma e seis semanas após a exposição e tipicamente incluem febre, dor de cabeça, dores musculares e sintomas gastrointestinais, como dor abdominal, náuseas ou vômitos. Na síndrome cardiopulmonar por hantavírus, a doença pode progredir rapidamente para tosse, falta de ar, acúmulo de líquido nos pulmões e choque.
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