Bactéria identificada em amostras do produto é a mesma encontrada em produtos Ypê
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou nesta quarta-feira (3) o recolhimento voluntário de um lote de água mineral natural sem gás da marca Crystal. A medida foi de iniciativa da própria empresa fabricante, após um laudo laboratorial constatar contaminação pela bactéria Pseudomonas aeruginosa, a mesma encontrada em lotes de produtos Ypê.
O lote alvo da medida é o LZ1 VAL200127 3 P 200126, fabricado pela Mineração Bom Jesus Ltda (CNPJ: 07.245.544/0001-62), localizada em Luziânia, em Goiás. São 374,4 mil garrafas de 500 ml que devem ser recolhidos. Segundo a empresa, até o momento não há registro de reclamações de consumidores relacionadas a esse lote nos canais oficiais de atendimento.
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Bactéria Pseudomonas aeruginosa
O recolhimento voluntário está sendo feito após a emissão de um laudo do Laboratório Central de Saúde Pública do Distrito Federal (Lacen-DF), que identificou a presença da bactéria Pseudomonas aeruginosa em amostra do produto coletada durante ação de rotina da Diretoria de Vigilância Sanitária do Distrito Federal (Divisa/DF) para análise de alimentos.
Segundo a empresa, a contraprova que gerou o Laudo de Análise Fiscal Definitivo foi realizada conforme “previsão do Guia para Harmonização de Procedimentos no Âmbito do Sistema Nacional de Vigilância Sanitária, e o resultado confirmou a presença da bactéria na amostra analisada”. Diante do resultado, a Divisa/DF determinou a interdição do local e comunicou o caso à Anvisa.
Orientação ao consumidor
A Anvisa orienta os consumidores que verifiquem sem têm em casa unidades do lote LZ1 VAL 200127, fabricado em 20/1/2026 e com validade até 20/01/2027. “Caso tenham o produto em casa, não devem consumi-lo e precisam aguardar as orientações públicas da empresa sobre devolução e reembolso”.
“De acordo com as informações apresentadas pela empresa à Anvisa, o recolhimento do produto foi iniciado imediatamente em distribuidoras, e cerca de 99,2% das unidades do lote já não estariam mais disponíveis nas prateleiras para compra pelo consumidor”, informa a Agência. As unidades estariam principalmente nas seguintes regiões:
- Goiás: 66.768
- Tocantins: 1.439
- Interior de São Paulo: 75.750
A Anvisa comunicou ainda que a Mineração Bom Jesus protocolou documentos junto à Agência no qual demonstra a abertura de “investigação interna abrangente para avaliar a ocorrência e suas possíveis causas”. Representantes da empresa se reuniram com a Agência, prestaram esclarecimentos e vêm cooperando com as autoridades sanitárias, adotando providências de forma diligente.
O que diz a fabriancte
A Mineração Bom Jesus informa, por meio de nota à imprensa, que o lote, envasado em janeiro, tem distribuição restrita e foi comercializado apenas no Distrito Federal e em municípios específicos do Tocantins, Goiás e nas cidades paulistas de Sorocaba, Itapetininga, Itu, São Roque e Tatuí.
A empresa diz ainda que, desde a notificação da contaminação, foram feitas análises em mais de 300 amostras no processo e nos produtos, todas negativas para quaisquer microrganismos indicadores de contaminação. A fabricante reforça o “compromisso permanente com elevados padrões de qualidade e segurança, reconhecidos internacionalmente”, e ressalta que a comunicação se “refere exclusivamente ao lote mencionado, envasado pela Mineração Bom Jesus (MBJ), não havendo qualquer relação com outros lotes ou produtos da marca Crystal”.
*Com informações de Agência Brasil.
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