6 de junho de 2026
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Filipe Costeira

Taça Sul-Sudeste: por que este título se tornou tão importante para o Avaí?

Foto: Reprodução

Neste domingo, às 11 horas da manhã, o Avaí entra em campo para enfrentar a Chapecoense pelo segundo jogo da final da Taça Sul-Sudeste. A partida seria extremamente difícil se o Leão não tivesse aplicado um “sonoro” 3 a 0 na Ressacada, com direito a show de bola e estádio lotado.

No jogo da quarta-feira passada, discordem de mim ou não, a favorita era a Chapecoense. Por ser um time de Série A, ter mais opções no banco de reservas e contar com muito mais investimento que o Avaí — que neste momento passa por uma série de dificuldades, tanto nos resultados dentro de campo quanto nas contas que não fecham fora dele —, todos os ingredientes apontavam que a Chapecoense levaria a melhor. Mas o Avaí foi infinitamente superior e levou uma vantagem enorme para este segundo jogo em Chapecó.

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Revolta no Oeste

A Chapecoense, além de voltar para casa com três gols na bagagem, também teve que lidar com a revolta da torcida. Inconformados com a derrota acachapante, os torcedores protestaram nas redes sociais e, até no aeroporto, o time desembarcou sob forte reclamação, vaias e gritos de cobrança.

A imprensa de lá também, de forma muito… diria… “engraçada”, estava inconformada com o acontecido em Florianópolis. Inclusive, usaram palavras de baixo calão para qualificar o Avaí, sobretudo dizendo que o inconformismo se dá pela diferença de investimento e de situação em que se encontram os clubes. A crítica ao próprio time é válida, mas desqualificar o adversário que venceu dentro de campo e de forma merecida é um pouco demais para mim.

Aliás, a torcida da Chapecoense, seus dirigentes e a imprensa de Chapecó precisam parar com essa “gritaria” quando perdem para os times da capital. Tem hora que falam que foram “roubados”, aí dizem que vão jogar na Federação Gaúcha, e agora desmerecem o Avaí simplesmente porque foi um massacre na Ressacada. É muito “mi-mi-mi” para uma torcida só. desta forma a Chape conquista cada vez mais a antipatia de Santa Catarina.

Título importante

Colocar um “caneco” na prateleira é sempre importante, mas para o Avaí isso tem muitos significados. O campeonato começou de forma despretensiosa, com o time todo reserva, sem chamar muita atenção e irritando a torcida. Mas, aos poucos, o técnico Cauan de Almeida foi administrando o elenco e o time ganhou força ao longo da competição.

Chegar a esta final, além de trazer resultados financeiros imediatos — como, por exemplo, os R$ 500 mil em caso de título —, coloca o Avaí diretamente na terceira fase da Copa do Brasil do ano que vem, garantindo ao clube, já em 2027, uma receita de cerca de R$ 3 milhões. Além disso, se conquistada, a taça será a segunda na prateleira do presidente Bernardo Pessi em apenas seis meses de gestão.

Outro ponto importantíssimo que o possível título da Sul-Sudeste pode trazer é a tranquilidade para o técnico Cauan de Almeida trabalhar. Como o treinador vem pressionado pelos resultados ruins na Série B, trazer a taça para casa dá fôlego ao comandante e mostra para a torcida e para a diretoria que o trabalho está no caminho certo. O que costuma derrubar treinador é a falta de resultados, e um título a esta altura do campeonato cai como uma luva para e da um “respiro” para sequência do trabalho de Cauan na Ressacada.

Se no primeiro jogo o favoritismo era da Chape, no segundo jogo da final o mérito e a responsabilidade de carregar esse adjetivo são do Avaí — e, desta vez, com todo o mérito. O Avaí, com as próprias pernas, construiu a vitória no primeiro jogo que o colocou nesta condição de “quase campeão”.

Mas atenção: o time da Chapecoense não é bobo e a pressão no Oeste, como eu disse anteriormente, está muito grande. Vamos aguardar! O Avaí está com a mão na taça, mas é preciso entrar absolutamente ligado na partida de amanhã.

Bom final de semana a todos!


Avaí da show na Ressacada e põe a mão na taça Sul-sudeste

Nem o mais otimista torcedor Avaiano imaginaria que seria tão perfeito. Uma noite fria, chuvosa e, mesmo assim, com mais de 12 mil torcedores que aproveitaram a promoção de ingressos gratuitos e compareceram à Ressacada para dar força a este time, que tem passado por sérias dificuldades dentro e fora de campo.