Captura por arrasto de praia foi suspensa pelo Governo Federal após atingir 90% da cota neste domingo (7)
O Governo de Santa Catarina entrará na Justiça para tentar reverter a suspensão da captura da tainha na modalidade arrasto de praia, que atingiu 90% da cota neste domingo (7). A medida, que segue determinação dos ministérios da Pesca e Aquicultura e do Meio Ambiente, afeta diretamente os pescadores artesanais.
Ao decidir pela judicialização, estratégia adotada também no ano passado e que resultou na ampliação em 100 toneladas da cota por arrasto de praia, o Governo do Estado afirma que conseguiria manter a atividade pesqueira por mais um mês. Informações preliminares dão conta de que a medida buscaria garantir uma expansão realista dos números permitidos. A reportagem do TVBV Online aguarda o posicionamento oficial do Estado.
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A safra da tainha iniciou oficialmente no dia 1º de maio, com limite de captura ampliado em cerca de 20% no país. Para o arrasto de praia, a cota estabelecida para Santa Catarina foi de 1.332 toneladas e poderia ocorrer até o dia 31 de dezembro. No entanto, com o limite atingido, o Governo Federal determinou a suspensão da pesca em até 24 horas.
Segundo a determinação, embarcações que ainda estavam em atividade no mar têm até as 15h26 desta segunda-feira (8) para realizar o último desembarque. Apesar da proibição da pesca da tainha por arrasto de praia, os pescadores podem seguir com as atividades pesqueiras para a captura de outras espécies autorizadas na modalidade.
Municípios se manifestam contra suspensão
A pesca por arrasto de praia é destaque em Santa Catarina por manter viva uma prática centenária das comunidades tradicionais. Nos ranchos espalhados pelo litoral, pescadores, famílias e moradores se unem em um esforço coletivo que envolve vigília, preparo das redes, puxadas e divisão da produção, reforçando laços sociais e culturais transmitidos entre gerações.
A Prefeitura de Florianópolis manifestou, por meio de nota oficial, preocupação e repúdio ao encerramento da captura da tainha na modalidade de arrasto de praia. “A pesca artesanal da tainha é muito mais do que uma atividade econômica para Florianópolis. Trata-se de uma tradição centenária, parte da identidade cultural da cidade, responsável por movimentar a economia local, gerar renda para cerca de 5 mil famílias e preservar costumes que atravessam gerações”, escreve o comunicado.
Balneário Camboriú, no Litoral Norte, também lamentou o que chamou de “interrupção intempestiva” da pescaria em uma safra que vinha apresentando números bastante positivos e beneficiando centenas de famílias que vivem da atividade. “A suspensão deixará, a partir desta segunda-feira (8), centenas de pescadores sem o ganha-pão, e nos traz reflexões sobre o risco de apagamento de uma atividade que faz parte das nossas raízes”, afirmou a Prefeitura.
Itapema, também no Litoral Norte, ressaltou que compreende a necessidade de preservação ambiental e respeita os mecanismos de controle de captura da espécie, mas exige que a política federal venha acompanhada de contrapartidas concretas para as comunidades pesqueiras. “A pesca artesanal da tainha é patrimônio cultural, identidade e história. A Prefeitura estará ao lado dos pescadores e suas famílias, e seguirá cobrando do Governo Federal respostas à altura do impacto que suas decisões causam na vida real das pessoas”, escreve a manifestação do município.
VÍDEO: Boi solto invade a BR-101 e mobiliza motoristas para contê-lo
Animal foi retirado da rodovia com o auxílio de populares
O trânsito em um trecho da BR-101 foi interrompido por um obstáculo inusitado na manhã deste domingo (7). Um boi solto foi flagrado andando entre os veículos e tentando cruzar a via em Palhoça, na Grande Florianópolis.





