Os anúncios movimentaram mais de R$ 20 milhões e teriam sido pagos em moedas estrangeiras, como dólares e pesos colombianos, utilizando CPFs, números de telefone e meios de pagamento supostamente falsos
A campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e pediu a abertura de uma investigação sobre uma rede de aproximadamente 20 mil perfis falsos que estaria promovendo campanhas de propaganda negativa e fake news contra pré-candidatos da direita nas eleições deste ano. O pedido foi apresentado na segunda-feira (20) ao presidente da Corte, ministro Kassio Nunes Marques, pelo coordenador da campanha, senador Rogério Marinho (PL-RN), e pela advogada Maria Claudia Bucchianeri. A ação foi protocolada na última sexta-feira (17) e solicita a concessão de uma liminar para preservar provas e identificar os responsáveis pelos ataques.
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Segundo Rogério Marinho, um levantamento preliminar da equipe identificou cerca de 20 mil contas consideradas falsas, responsáveis por impulsionar conteúdos críticos a candidatos do campo conservador. A campanha estima que os anúncios tenham movimentado mais de R$ 20 milhões em investimentos e alcançado aproximadamente 270 milhões de visualizações nas plataformas digitais.
“Queremos identificar quem financia e quais são os interesses que estão por trás desse tipo de comportamento criminoso nas redes sociais”, afirmou Marinho após reunião no TSE.
De acordo com a advogada Maria Claudia Bucchianeri, a investigação teve início na biblioteca de anúncios da Meta, empresa responsável pelo Facebook e Instagram. Conforme relatado, foram encontrados perfis recém-criados, com poucos seguidores, que teriam contratado impulsionamentos de até R$ 200 mil para divulgar conteúdos considerados ofensivos aos pré-candidatos da direita. A defesa da campanha afirma ainda que os anúncios teriam sido pagos em moedas estrangeiras, como dólares e pesos colombianos, utilizando CPFs, números de telefone e meios de pagamento supostamente falsos. Após a divulgação das campanhas, esses perfis teriam sido excluídos das plataformas.
Para Rogério Marinho, a atuação coordenada dessas contas pode comprometer a transparência e o equilíbrio da disputa eleitoral nas redes sociais. Por isso, a campanha defende que o TSE determine a preservação imediata dos dados junto às plataformas digitais para possibilitar a identificação dos financiadores e da eventual estrutura responsável pelos impulsionamentos.
A legislação eleitoral brasileira estabelece regras para a propaganda paga na internet, incluindo a obrigatoriedade de identificação dos responsáveis pelos anúncios e transparência sobre o financiamento das campanhas. Com base nos indícios levantados, a campanha de Flávio Bolsonaro sustenta que há elementos suficientes para justificar uma investigação específica da Justiça Eleitoral sobre o caso.
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