No começo da tarde deste domingo (7), o Avaí sagrou-se campeão da primeira Copa Sul-Sudeste, na Arena Condá, em Chapecó. A partida, que era para ser tranquila e administrável, acabou ganhando ares de dramaticidade, já que o time comandado por Cauan de Almeida não foi nem sombra do que apresentou no primeiro jogo da final, ocorrido na Ressacada.
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O Avaí foi campeão de forma merecida pelo que construiu no primeiro confronto, mas, no segundo jogo, foi um time apático, apagado e burocrático, que não conseguiu jogar futebol. Os gols sofridos aconteceram em lances de bola parada, e a defesa insistia em falhar. O técnico Cauan de Almeida simplesmente entregou a bola para o adversário, mas a equipe não conseguiu suportar a pressão, e toda a vantagem construída na Ressacada foi derretendo à medida que o tempo passava.
A Chapecoense tinha mais opções no banco de reservas, e a entrada de Jean Carlos colocou ainda mais pressão para cima do Avaí no segundo tempo. O jogo teve acréscimos de mais de oito minutos e, quanto mais o tempo passava, mais a Chape pressionava. Arrisco a dizer que ir para as penalidades, naquele momento, era lucro para o Avaí, que já tinha um jogador a menos em campo.
A disputa de pênaltis salvou o Avaí de uma tragédia — sim, porque perder o título após ter conquistado uma vantagem de três gols seria trágico. Como previsto, o goleiro Léo Aragão, que não tem como especialidade defender pênaltis, não foi feliz em nenhuma cobrança da Chape, tendo a sorte apenas de que o jogador Rubens, ao tentar deslocá-lo, “puxou” demais para o canto direito e acabou carimbando a trave. Dito isso, todos os jogadores do Avaí converteram seus pênaltis, trazendo alívio e festa para o torcedor avaiano que estava em Chapecó e em todo o estado.
O título trouxe alívio para Cauan de Almeida, que balançava no cargo e que, se não tivesse vencido nos pênaltis, certamente voltaria de Chapecó sem o emprego. Cauan não foi feliz nas escolhas e nas atitudes no jogo de ontem: optou por recuar demais a equipe, deixando o time totalmente inoperante no ataque. O título é merecido pelo contexto de todo o campeonato, mas deixa lições e uma tranquilidade apenas parcial ao treinador, que já tem nesta quarta-feira o desafio de quebrar o jejum de nove jogos sem vencer na Série B. Neste momento, o Avaí briga pela permanência, afinal, encontra-se na zona de rebaixamento.
Comemore, torcedor avaiano! No futebol, o saldo é positivo, e dois títulos em seis meses é para poucos. Mas, como eu disse, o jogo de ontem deixa lições e argumentos para questionamentos no trabalho do comandante. Eu gosto do trabalho do treinador, mas existem muitas arestas que precisam ser aparadas para que o time volte a respirar na Série B.
Boa semana!
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