Nesta sexta-feira (3) a praia da Armação, no Sul da Ilha, vai ser muito mais do que paisagem. O vai e vem das ondas vai acompanhar conversas, descobertas e histórias que atravessam gerações. A ciência, cultura e memória vão caminhar lado na Feira da Cultura Oceânica em Rede, promovida pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Das 9h às 14h, estudantes, pesquisadores, pescadores artesanais, educadores e instituições que dedicam o trabalho ao mar vão compartilhar conhecimentos em uma programação gratuita e aberta à comunidade.
Mais do que um evento, a feira propõe um convite: olhar para o oceano não apenas como horizonte, mas como um patrimônio vivo, capaz de ensinar sobre biodiversidade, identidade, sustentabilidade e pertencimento. A iniciativa é realizada pelo projeto de extensão UFSC: Um Oceano de Conhecimento, em parceria com a Escola do Mar, da Secretaria Municipal de Educação de Florianópolis, e o Instituto Ilha do Campeche. Integrando as celebrações do Mês do Meio Ambiente e do Dia Mundial dos Oceanos, comemorado em 8 de junho, a ação reforça a necessidade de aproximar a sociedade das discussões sobre conservação ambiental e da relação histórica que as comunidades costeiras mantêm com o mar.
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Ao longo da manhã, a faixa de areia se transformará em uma grande sala de aula ao ar livre. Exposições interativas apresentarão pesquisas desenvolvidas por laboratórios da UFSC e instituições parceiras. Crianças e adultos poderão participar de contação de histórias, oficinas de observação da vida marinha durante a maré baixa, ações de limpeza da praia e rodas de conversa que aproximam a experiência da pesca artesanal dos conhecimentos produzidos pelas ciências do mar e pelo salvamento aquático.
A feira também se apresenta como uma oportunidade para educadores ampliarem o diálogo sobre educação ambiental dentro e fora da escola. Os temas trabalhados durante o evento dialogam com questões como sustentabilidade, patrimônio cultural, território e cultura oceânica, oferecendo novas possibilidades para que esses conteúdos continuem sendo explorados em sala de aula. A participação é gratuita e aberta ao público. Em caso de chuva ou condições climáticas desfavoráveis, a programação será transferida para o dia 15 de julho, mantendo o mesmo horário e as atividades previstas.
Do dragão da ilha ao encanto com a banana
O sabor do Japão há muito tempo ganhou o paladar das pessoas que moram em Florianópolis. Não dá para negar que as fatias delicadas de peixe cru, em arroz moldado com precisão em algas. Mas, essa intimidade com o Japão, que hoje passa pelo paladar, começou muito antes na Ilha de Santa Catarina e não foi à mesa, chegou pelo mar. Em…





