3 de agosto de 2026
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Filipe Costeira

Como a maior cooperativa médica do país abandonou os times da Capital e um ídolo acamado”

Imagem produzia por IA.

Uma das maiores operadoras de planos de saúde do país, estruturada sob o modelo de cooperativa médica, está no centro de uma polêmica esportiva em Santa Catarina. A recente decisão institucional de renovar o patrocínio master com a Chapecoense para a temporada de 2026 expôs um nítido contraste geográfico na estratégia de marketing da empresa, gerando intensa insatisfação na capital do estado.

O descontentamento ocorre porque a cooperativa optou por não estender o apoio financeiro aos dois times mais tradicionais de Florianópolis: o Avaí Futebol Clube e o Figueirense Futebol Clube. Para as comunidades ligadas ao Leão da Ilha e ao Furacão do Estreito, a movimentação foi interpretada como um abandono deliberado da praça da capital em detrimento do futebol do grande Oeste catarinense.

No Avaí

Um dos fatos mais evidentes deste abandono é a interrupção do plano de saúde de Flávio Roberto. O ídolo histórico do Avaí e campeão catarinense de 1988 enfrenta atualmente um grave e delicado estado de saúde devido ao diagnóstico de demência frontotemporal, uma doença neurodegenerativa progressiva. Ele se encontra debilitado, acamado e necessita de cuidados médicos e de assistência diária intensiva. O problema foi judicializado e o atendimento ao Flavio Roberto não foi totalmente cortado. mas a fámilia teme que isso ocorra a qualquer momento.

Imagem: Arquivo pessoal

No Figueirense

O cenário também é crítico no clube do Estreito, que passa por extrema dificuldade financeira. Atletas e todo o corpo de funcionários estão sem cobertura e sem o apoio da operadora, o que inviabiliza ainda mais o andamento do processo de recuperação do clube.

Mobilização nas Redes e Boicote Econômico

O sentimento de que o plano de saúde “deu as costas” para o futebol de Florianópolis já começou a inflamar as redes sociais. Grupos organizados de torcedores de Avaí e Figueirense articulam uma campanha de retaliação comercial com potencial impacto financeiro. O movimento busca engajar clientes e associados da operadora a solicitarem o cancelamento em massa de suas adesões, migrando para empresas de assistência médica concorrentes.

Especialistas em marketing esportivo alertam que negligenciar a rivalidade e a paixão local pode cobrar um preço alto. O futebol atua como um forte elo de identidade e pertencimento regional; ao concentrar investimentos em apenas um polo do estado, a cooperativa médica arrisca sofrer um severo desgaste reputacional e uma consequente perda de mercado em uma das regiões mais densamente povoadas de Santa Catarina.

Opinião

Sabemos da importância que essa empresa de saúde suplementar tem para o cenário catarinense. Patrocinar os clubes do estado nesta empreitada dos campeonatos nacionais pode não ser um desafio fácil. No entanto, acredito que deixar de dar suporte a essas equipes, na minha avaliação, é um tiro no pé em termos de mídia e marketing, pois estamos falando de dois dos maiores clubes de Santa Catarina.

Além disso, há o grave problema social de deixar tantas pessoas fora do guarda-chuva de um plano de saúde tão competente. É preciso que as partes sentem para conversar, a fim de que viabilizem uma negociação rentável e sustentável para os três lados.

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