3 de agosto de 2026
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Caldeira de supervulcão no Japão segue sendo abastecida após maior erupção desta era

Foto: Agência Meteorológica do Japão/Reprodução
Estudo revela que sistema subterrâneo continua ativo e pode ajudar a monitorar futuras erupções catastróficas

Pesquisadores da Universidade de Kobe, no Japão, descobriram que um dos supervulcões mais explosivos da Terra voltou a receber magma em seu sistema subterrâneo. A Caldeira Kikai é apontada como responsável pela maior erupção vulcânica conhecida no Holoceno – atual era geológica, iniciada após a Era do Gelo.

Os resultados do estudo, publicados na revista Communications Earth & Environment, revelam que a estrutura vulcânica segue ativa e pode ajudar os cientistas a entender como grandes reservatórios de magma se formam novamente após eventos catastróficos.

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A grande erupção, registrada há cerca de 7,3 mil anos, teria expelido de 133 a 183 km³ de material em volume equivalente de rocha densa e formado uma ilha abaixo do extremo sul do Japão. No entanto, os gases superaquecidos viajaram por cerca de 100 km de oceano até alcançar o sul de Kyushu, enquanto cinzas vulcânicas foram identificadas até em Hokkaido, no extremo norte do arquipélago japonês.

O que o estudo revela

Além de revelar que o reservatório de magma continua ativo no subterrâneo, o estudo da Universidade de Kobe oferece novas pistas sobre como essas estruturas se reconstroem após eventos catastróficos e pode contribuir para monitorar futuras erupções. No entanto, apesar do tamanho e posição do reservatório serem os mesmos da antiga erupção, esse magma não permaneceu no local desde então.

Segundo o geofísico Nobukazu Seama, da Universidade de Kobe, o reservatório vem sendo abastecido por novas injeções de magma ao longo dos últimos milhares de anos. Para chegar a essa conclusão, os cientistas reconstruíram uma imagem do interior da crosta terrestre e identificara regiões contendo rochas parcialmente fundidas, indicando a presença de magma.

Esse material, no entanto, possui composição diferente daquele expelido durante a grande erupção, o que indica que o reservatório passou a receber magma novo, de uma fonte distinta. A descoberta reforça a hipótese de que grandes caldeiras vulcânicas são gradualmente reconstruídas após erupções gigantes, por meio da reinjeção contínua de magma fresco em seus reservatórios subterrâneos.

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