Lançamento está previsto para o final de agosto de 2026
O novo telescópio espacial da NASA, denominado Nancy Grace Roman, está previsto para ser lançado no dia 30 de agosto de 2026. O objetivo será estudar questões relacionadas à energia escura, exoplanetas antigos e astrofísica. O anúncio foi feito pela agência norte-americana durante uma coletiva de imprensa na última quarta-feira (29).
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O lançamento do telescópio Roman será realizado por um foguete Falcon Heavy da Space X, no Kennedy Space Center, na Flórida. O destino da viagem será o segundo ponto de Lagrange Sol-Terra (L2), a cerca de 1.6 milhão de quilômetros da Terra – mesma órbita utilizada pelo telescópio James Webb.
Segundo a NASA, os telescópios são colocados em pontos onde a atração gravitacional do Sol e da Terra é igual à força que o objeto precisa para se mover junto com eles. Isso faz com que os satélites fiquem imóveis e consumam menos combustível. Além disso, o local facilita a comunicação do objeto com a Terra, possibilita a captação de energia solar e proporciona uma visão clara do espaço profundo, sem grande obstrução de outros planetas.
A agência destacou que o objetivo do lançamento não é substituir o James Webb ou o Hubble, mas ampliar a capacidade de observação do universo por meio de instrumentos como o Wide Field Instrument e o Coronógrafo. A missão tem duração prevista de cinco anos, mas poderá ser estendida para até 10.

O que muda com o novo telescópio?
Atualmente, os telescópios Hubble (lançado em 1990) e James Webb (2021) observam o espaço com um campo de visão focado em pontos específicos, o que permite uma visão mais detalhada do espaço. Já o Roman estará equipado com o Wide Field Instrument, que possui um campo de visão pelo menos 100x maior do que os demais, possibilitando a visualização de milhões de galáxias simultaneamente.
De acordo com a NASA, essa amplitude no campo de visão será fundamental para descobrir novas informações sobre planetas além do sistema solar, desvendar o mistério da energia escura e mapear como a matéria é estruturada e distribuída no universo. Além disso, essa característica possibilita que o telescópio colete dados até 1.000 vezes mais rápido que o Hubble.
Outra diferença importante do Roman é o coronógrafo, equipamento capaz de bloquear a luz emitida por uma estrela e permitir a visualização dos exoplanetas que a orbitam. A ferramenta promete revelar planetas mais antigos, frios e com órbita mais próxima do que os que foram observados até o momento.

Quem foi Nancy Grace Roman
O telescópio foi batizado em homenagem à astrônoma Nancy Grace Roman, que teve um papel fundamental no desenvolvimento da ciência moderna. Conhecida como a mãe do telescópio Hubble, Nancy foi responsável por colocar em prática o uso de observatórios fora da Terra e disseminar os dados coletados para a comunidade científica.

*Sob supervisão de Fernando Bortoluzzi
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