12 de agosto de 2026
TVBV ONLINE
Filipe Costeira

Falta de atitude e futebol pobre: o retrato do Avaí contra o CRB

Foto: Fabiano Rateke/Avaí

Frio, chuva e ventinho gelado: ingredientes que fazem o torcedor se afastar de um estádio de futebol em dia de jogo do seu time. Estes ingredientes estavam presentes na noite desta terça-feira no Estádio da Ressacada. E, mesmo com promoção de ingressos, apenas 4 mil torcedores compareceram para acompanhar o Avaí perder mais uma partida na Série B e se afundar de vez na tabela. Mas nada tira mais o torcedor do estádio e o afasta de acompanhar seu time do coração do que a falta de vontade, a falta de competitividade e a falta de qualidade.

O Avaí entrou em campo ontem precisando vencer o CRB de qualquer jeito para se aproximar da saída da zona de rebaixamento. Mas o que o torcedor viu foi a derrota de um time apático, burocrático, sem velocidade, com escolhas erradas e com uma lentidão digna de um time que, mesmo perdendo, parecia estar satisfeito com o resultado. O time até arriscou, mas de forma inocente e com pouca técnica; chegava ao ataque sem grande poder de fogo. Alguns podem até dizer que o goleiro adversário fez grandes defesas (na verdade, foram duas) que poderiam ter mudado a história do jogo, é verdade, caso tivesse acontecido o gol. Mas isso não elimina o fato de que o Avaí de Allan Aal foi passivo e pouco inteligente quando teve a posse de bola. Ao CRB coube apenas esperar o jogo terminar e levar os três pontos para casa. O time alagoano foi pouco ao ataque e ficou confortável vendo o Avaí, de forma inútil, tentar chegar a algum lugar. Futebol feio e pobre de duas equipes que estavam tranquilas dentro da sua zona de conforto. O Avaí “fingia” que atacava e o CRB esperava o jogo terminar.

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Quinze dias de trabalho

Desde a derrota para o Juventude, o técnico Allan Aal teve quinze dias de treinamento com seus comandados, e o que vimos dentro de campo foi algo preocupante: pouca ou nenhuma evolução tática, nenhuma velocidade na troca de bola pelo meio-campo, nenhuma transição rápida ao ataque e zero quebra de linha de marcação por parte de seus ofensores. Assistir à partida do Avaí ontem foi muito difícil. Alguns jogadores precisam esperar no banco de reservas, pois as opções chegaram e devem ser titulares. João Vitor no lugar de Wallison, por exemplo, é uma substituição que não precisa mais esperar. Jean Lucas, com um sono absurdo dentro de campo, errou tudo o que podia e também não pode mais ser titular; Léo Chu tem que tomar a vaga.

Enfim, senhoras e senhores, se a gente ficar aqui dando nomes, vamos centralizar a responsabilidade apenas em alguns jogadores, sabendo que, de fato, a responsabilidade dessa atuação pífia passa pela falta de atitude, de competitividade e de comando do treinador, que teve tempo para apresentar evolução com seu time dentro de campo.

A diretoria cumpriu sua parte: contratou e, na minha avaliação, contratou bem. Trouxe peças para setores carentes do time. Mas, se o treinador e seus comandados não se mexerem, o Avaí será rebaixado, o que seria um vexame histórico e um retrocesso de quase 30 anos na centenária história do clube. Ainda há tempo de reverter a situação. É preciso vencer ao menos metade dos jogos que restam — cerca de 8 ou 9 partidas. Mas a mudança de atitude tem que começar já. Ou o Avaí cai.

Aposta catarinense acerta cinco números da Mega-Sena e leva mais de R$20 mil

Bilhete registrado em Ituporanga ficou entre as 48 apostas que fizeram a quina

Uma aposta de Ituporanga, no Alto Vale do Itajaí, acertou cinco das seis dezenas do concurso 3.043 da Mega-Sena, sorteado na noite desta terça-feira (11), e garantiu um prêmio de R$20.836,65. O bilhete foi registrado na Casa Lotérica Itu Ltda., no município catarinense. O prêmio principal não acumulou. Uma aposta registrada em Alvorada D’Oeste, em Rondônia, acertou as seis dezenas e levou R$ 3.077.413,08.