22 de agosto de 2026
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Juíz dos EUA diz que documento utilizado pelo STF para prender Filipe Martins é falso

Foto: Redes sociais/Reprodução
Transcrição da audiência revela cobranças do magistrado para identificar responsáveis pela falsificação

A transcrição de uma audiência sobre Filipe Martins, confirma que o juiz federal Gregory Presnell, dos Estados Unidos, considerou falso o registro migratório utilizado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para prender o ex-assessor do governo de Jair Bolsonaro em 2024. A informação foi divulgada pela Folha de São Paulo nesta sexta-feira (21).

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A audiência ocorreu em 26 de março de 2026, após Filipe Martins acionar judicialmente os órgãos norte-americanos em janeiro, com base na Lei de Liberdade de Informação dos EUA. Na audiência, o juíz afirmou que houve um registro falso – que indicava a entrada do ex-assessor ao país no dia 30 de dezembro de 2022 – nos sistemas da Patrulha da Fronteira e que a informação afetou Martins.

Além disso, ele declarou que o governo reconhece a falsidade e a gravidade disso. Diante disso, Presnell citou a possibilidade de que o documento tenha sido falsificado de forma intencional por alguém de dentro do governo e determinou que a Custom Border Patrol forneça os documentos necessários para identificar os possíveis envolvidos no caso.

“Se um ato foi praticado intencionalmente no âmbito do governo de modo a prejudicar alguém, é exatamente esse tipo de situação que a Lei de Liberdade de Informação foi criada para esclarecer”, destacou.

Em fevereiro de 2024, o STF determinou a prisão de Martins e levou em consideração a suposta viagem aos Estados Unidos ao avaliar o risco de fuga. Posteriormente, o ex-assessor foi condenado por tentativa de golpe de Estado.

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