O futebol da capital catarinense vive um daqueles raros fins de semana em que os relógios parecem sincronizados na mesma urgência. Neste domingo, às 16h, Avaí e Figueirense pisam no interior de São Paulo carregando o orgulho ferido de uma temporada de provações e a chance real de transformar o ceticismo do torcedor em esperança.
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A obrigação de vencer a Ponte Preta
A vitória heroica contra o Sport na Ressacada lavou a alma do torcedor avaiano. Porém, o futebol não aceita o romantismo por muito tempo. O Leão da Ilha encara a Ponte Preta no Moisés Lucarelli sob um cenário que desenha uma armadilha psicológica perfeita.
Para o técnico Allan Aal, o jogo em Campinas é o teste definitivo de maturidade do elenco. Se o time entrar em campo achando que a crise interna do adversário jogará por ele, voltará para casa carimbando o passaporte de volta ao Z4. É hora de ter uma mentalidade cirúrgica e fria: acelerar o ritmo, explorar o nervosismo do rival e garantir a sobrevivência. Qualquer resultado que não seja a vitória é ruim. Não custa lembrar que o Avaí perdeu para esta mesma Ponte Preta no primeiro turno, em plena Ressacada.

A armadilha do favoritismo: O Avaí enfrenta a lanterna do campeonato, uma Ponte Preta humilhada por um 6 a 0 e despedaçada por crises financeiras. No papel, os três pontos são obrigatórios. Na prática da Série B, o desespero alheio costuma morder os desatentos. É hora de ter muita atenção e de manter o ritmo.
No Figueirense
O torcedor alvinegro finalmente dormiu em paz sabendo que o fantasma do rebaixamento para a Série D foi dizimado após o triunfo contra o Caxias. Mas o tamanho do Figueirense não permite que a permanência na terceira divisão seja celebrada como título. Agora, o Furacão corre contra o próprio relógio e contra os erros de um planejamento tardio.
O duelo contra a Inter de Limeira é uma montanha íngreme. Enfrentar o vice-líder fora de casa com desfalques importantes no meio-campo, como o suspenso Breno, exige uma estratégia impecável de Raul Cabral.

Com a desvantagem nos critérios de desempate e apenas duas rodadas para o fim, o time não pode apenas pontuar; precisa secar os rivais e lutar contra o saldo de gols. A classificação para o G8 é possível, mas o cenário desenha um roteiro dramático onde o clube colhe o que plantou no início do torneio. Se jogar com a covardia tática que marcou o início do ano, a temporada acaba neste domingo. Mas se jogar com competitividade e vontade de vencer — baseando-se no bom retrospecto fora de casa e no desempenho consistente contra os líderes —, o Figueira pode trazer para casa a vitória e a chance viva de classificação entre os oito.
Em resumo
A capital de Santa Catarina assistirá a dois jogos espelhados em termos de ansiedade. O Avaí joga para mostrar que a vitória contra o Sport foi a virada de chave, e não um espasmo de sorte. O Figueirense entra em campo para provar que a camisa alvinegra ainda pesa em momentos de decisão na Série C. O interior paulista será o palco da verdade: ou a consolidação da reação, ou o doloroso retorno à dura realidade de 2026.
O momento é de acreditar na vitória. Que mesmo longe de casa os pontos sejam conquistados para que os projetos de ambos os times continuem vivos, seja de permanência e consolidação na Série B, ou de classificação e acesso na Série C.
Boa sorte a todos os Alvinegros e Avaianos neste domingo!
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