Estudos revelam os efeitos que a prática provoca no corpo dos bebês
Pegar o bebê no colo quando ele chora é uma reação natural de quem cuida. Mesmo assim, ainda existe a ideia de que segurar a criança com frequência pode “acostumá-la mal”. No entanto, diversas pesquisas apontam para outra conclusão: o contato físico é importante para o desenvolvimento infantil, especialmente nos primeiros meses de vida.
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Um estudo publicado em 2017 mostrou que os seres humanos apresentam uma resposta natural ao choro de recém-nascidos, associada ao cuidado e à proximidade. Segundo especialistas da American Academy of Pediatrics, manter o bebê perto também ajuda a fortalecer o vínculo e aumenta a sensação de segurança.
Os benefícios vão além do aspecto emocional. Pesquisas indicam que a proximidade física entre bebê e cuidador pode estimular a liberação de ocitocina, hormônio relacionado ao afeto, além de ativar vias do sistema nervoso ligadas ao desenvolvimento cerebral.
Outro estudo, realizado em 2017 pelo Nationwide Children’s Hospital, analisou 125 bebês, entre prematuros e nascidos a termo. Os pesquisadores observaram que o toque suave, semelhante ao contato durante o colo, provocava respostas cerebrais mais intensas do que estímulos desagradáveis, como procedimentos médicos. Bebês que recebiam mais contato físico positivo também apresentavam sinais de desenvolvimento cerebral mais eficiente.
Entre os prematuros, o contato suave parece ter importância ainda maior. A pesquisa indicou que aqueles que recebiam mais experiências positivas de toque apresentavam melhores respostas cerebrais ao contato físico.
Quando pegar o bebê?
Não há uma quantidade determinada de colo considerada excessiva. O choro é uma das principais formas de comunicação do bebê e pode indicar fome, sono, desconforto ou simplesmente necessidade de contato.
Pegar a criança no colo ajuda a oferecer conforto e também pode facilitar a identificação do que ela precisa. Carregadores podem ser uma alternativa para manter a proximidade enquanto outras atividades são realizadas.
Isso não significa que o bebê precise ficar no colo o tempo todo. Quem cuida também precisa de pausas. Quando necessário, a criança pode ser colocada em um local seguro, como o berço, ou ficar com outro cuidador por alguns minutos.
Durante o sono, a orientação é que o bebê durma de barriga para cima, em seu próprio berço, medida que reduz o risco de sufocamento acidental e da síndrome da morte súbita infantil.
Mesmo com colo e outros cuidados, alguns bebês continuam chorando. Nesses momentos, mudar o ambiente, balançar suavemente, cantar, dar um banho, sair para tomar ar fresco ou utilizar sons repetitivos podem ajudar.
A principal mensagem das pesquisas é simples: acolher o bebê não o “estraga”. O contato físico contribui para o vínculo, a sensação de segurança e o desenvolvimento.
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