27 de agosto de 2026
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Vírus da catapora pode voltar anos depois; veja quem pode tomar vacina

Foto: Reprodução/ Banco de Imagem
Imunizante age contra a reativação do vírus da catapora e é recomendado principalmente para pessoas com 50 anos ou mais

O herpes zoster é provocado pela reativação do vírus varicela-zoster, o mesmo responsável pela catapora. Depois da infecção, o vírus permanece no organismo em estado latente e pode voltar a se manifestar anos mais tarde, principalmente quando a imunidade diminui. A vacina contra o herpes zoster, conhecido popularmente como cobreiro, pode reduzir em até 97% o risco de desenvolver a doença e é indicada principalmente para pessoas com 50 anos ou mais e adultos a partir dos 18 anos que apresentam maior risco de complicações.

O imunizante disponível atualmente no Brasil é uma vacina recombinante e inativada, que não contém o vírus vivo, e está disponível na rede particular de saúde. A discussão sobre uma possível inclusão da vacina contra o herpes zoster no Sistema Único de Saúde (SUS) tem ampliado o debate sobre a prevenção da doença e levantado dúvidas sobre quem pode receber o imunizante e como ele atua no organismo.

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Como a vacina funciona?

A vacina atualmente disponível utiliza a glicoproteína E, uma proteína presente no vírus, associada a uma substância que potencializa a resposta do sistema imunológico. Como não contém o vírus vivo, o imunizante não provoca herpes zoster. Após a vacinação, o organismo passa a produzir uma resposta de defesa mais forte e específica contra o vírus. Caso o varicela-zoster tente se reativar, as células de defesa conseguem reconhecê-lo e combatê-lo com maior eficiência, reduzindo a possibilidade de o vírus se multiplicar e provocar as lesões características da doença.

A eficácia da vacina na prevenção do herpes zoster varia de aproximadamente 90% a 97%, dependendo da faixa etária.

A vacinação é indicada principalmente para dois grupos:

  • Pessoas com 50 anos ou mais: nessa faixa etária, ocorre uma redução natural da resposta do sistema imunológico, aumentando o risco de reativação do vírus.
  • Adultos com 18 anos ou mais que apresentam risco aumentado: entre eles estão pessoas imunocomprometidas, como pacientes com câncer, pessoas vivendo com HIV e indivíduos que utilizam medicamentos imunossupressores.

A recomendação também pode contemplar quem já teve um episódio de herpes zoster. Nesse caso, a vacinação pode ajudar a reduzir o risco de novos episódios.

O esquema normalmente é composto por duas doses, com intervalos padrão de dois meses entre elas. O período pode ser ajustado de acordo com a avaliação e a orientação médica.

Quais são as contraindicações?

A principal contraindicação é para pessoas que tiveram uma reação alérgica grave a uma dose anterior da vacina ou a algum de seus componentes. Por ser um imunizante recombinante e não conter vírus vivo, a vacina pode ser utilizada em pessoas imunocomprometidas, justamente um dos grupos que apresenta maior risco de desenvolver herpes zoster.

Entre as reações mais comuns estão dor no local da aplicação, cansaço, dor de cabeça e dores musculares. Em geral, esses efeitos são leves e passageiros.

Quem tem maior risco?

O principal fator de risco é o envelhecimento. A partir dos 50 anos, especialmente com o avanço da idade, a resposta do sistema imunológico contra o vírus tende a diminuir. Também apresentam risco aumentado pessoas com o sistema imunológico comprometido, incluindo pacientes com câncer, pessoas vivendo com HIV, indivíduos submetidos à quimioterapia, pacientes que passaram por transplante de órgãos e pessoas que utilizam medicamentos imunossupressores ou corticoides por períodos prolongados.

Algumas doenças crônicas, como diabetes e doenças cardíacas e pulmonares, além de situações de desnutrição e períodos de intenso estresse, que também podem estar associadas à redução da capacidade de defesa do organismo.

Herpes zoster é igual ao herpes labial?

Apesar do nome semelhante, não são a mesma doença. O herpes zoster é causado pelo vírus varicela-zoster, responsável pela catapora. Já o herpes simples, associado principalmente às feridas nos lábios e às lesões genitais, é provocado por outros vírus.

Por isso, ter herpes simples não significa ter herpes zoster, e as formas de prevenção e tratamento também são diferentes.

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