24 de agosto de 2026
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Saúde

SC tem primeira morte por Febre do Nilo Ocidental confirmada; conheça a doença

Foto: Banco de imagens/Divulgação
Um segundo caso com impactos neurológicos foi confirmado pela Secretaria de Estado da Saúde, mas já recuperado

Santa Catarina confirmou o primeiro caso de morte humana por Febre do Nilo Ocidental no estado. A vítima foi uma mulher de 77 anos, moradora de Imbituba, no Litoral Sul, informou a Secretaria de Estado da Saúde (SES) nesta segunda-feira (24).

O óbito ocorreu no dia 8 de agosto. No entanto, este não é o primeiro caso registrado em SC. Segundo a SES, um morador de Caçador, no Meio-Oeste catarinense, de 56 anos, também teve a doença, passou por internação, mas já recebeu alta.

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“Ambos os quadros apresentaram manifestações neurológicas e seguem sob investigação epidemiológica contínua para mapear com precisão os prováveis locais de infecção e detalhar a relação entre a circulação do vírus e as manifestações clínicas registradas”, informou a Secretaria.

Entenda o que é Febre do Nilo

A Febre do Nilo Ocidental (FNO) é uma infecção viral transmitida pela picada de mosquitos infectados, em especial os do gênero Culex, conhecidos como pernilongos comuns ou muriçocas. Na natureza, o vírus circula de forma contínua entre esses insetos e as aves silvestres, enquanto seres humanos e equinos (cavalos e jumentos) são considerados hospedeiros acidentais. A transmissão da doença não ocorre de pessoa para pessoa, nem contágio direto de aves para as pessoas.

De acordo com a SES, a grande maioria dos casos de infecção não apresentam sintomas. Quando surgem, eles inicialmente costumam incluir febre, dor de cabeça, dores pelo corpo e mal-estar geral. Em uma parcela menor dos infectados, a doença pode atingir o sistema nervoso central e evoluir para quadros graves, a exemplo de meningites e encefalites.

O tratamento específico para FNO nos casos leves e moderados é sintomático, com indicação de repouso e uso de analgésicos para dor e febre. Nas formas graves da doença, com comprometimento do sistema nervoso central, a recomendação é de hospitalização imediata do paciente em unidade de terapia intensiva (UTI), onde os tratamentos específicos para encefalites ou meningoencefalite graves serão realizados, reduzindo risco de morte.

Saúde reforça vigilância e prevenção

Diante dos dois casos da doença confirmados em Santa Catarina, a SES afirma que está intensificando as ações de vigilância epidemiológica, laboratorial, animal e entomológica no estado. Ainda não há vacina para Febre do Nilo Ocidental, e a única maneira efetiva de se prevenir é evitar picada de mosquitos com as medidas já conhecidas para demais arboviroses: 

• usar repelente de acordo com as orientações do fabricante;
* utilizar telas em portas e janelas;
* usar roupas que reduzam a exposição da pele em áreas com presença de mosquitos;
* manter os ambientes limpos e eliminar água parada e outros locais que possam favorecer a proliferação de mosquitos.

A orientação é que pessoas que apresentem febre acompanhada de sintomas neurológicos — como confusão mental, alteração de consciência, fraqueza ou outros sinais neurológicos — procurem atendimento de saúde e informem ao profissional sobre possíveis exposições a mosquitos.

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