A saída do atacante Thayllon do Avaí, ainda não confirmada oficialmente pela diretoria do clube, pegou boa parte da torcida de surpresa, já que o atleta vinha sendo peça fundamental do ataque azurra. O jovem, revelação da base do Avaí, tem 20 anos e era o artilheiro e o principal garçom do time no ano, somando 8 gols e 8 assistências.
O clube catarinense receberá cerca de R$ 2 milhões pela taxa de empréstimo do atleta. O contrato fixa o valor de US$ 2,5 milhões (aproximadamente R$ 14 milhões na cotação atual) caso o time americano decida adquirir o jogador em definitivo. A saída imediata do jovem atacante gerou protestos por parte da torcida avaiana nas redes sociais, já que ele vinha sendo o principal pilar do setor ofensivo na disputa da Série B do Brasileirão.
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Opinião
O Avaí não vive um bom momento na Série B. O clube, que costumeiramente é protagonista do campeonato, hoje briga para permanecer na segunda divisão. Com as dificuldades financeiras que assolam o clube durante o ano inteiro, o time se viu obrigado a se desfazer de muitas de suas principais peças do elenco para cumprir suas obrigações. A saída do atacante Thayllon é mais um reflexo disso.
Não é novidade para ninguém que o Avaí vinha recebendo inúmeras propostas e sondagens de clubes, inclusive da Europa, pela contratação do jogador. A saída dele seria apenas uma questão de “quando”, e não de “se” iria sair.
O processo de formalização e assinatura do contrato com a Kactus deve ser finalizado até o dia 15 ou 20 de setembro. Até lá, o Avaí tem contas vencendo e obrigações a serem pagas. Pelos valores negociados, essas contas serão pagas e o clube resolverá seus problemas até o fim dos trâmites com a investidora.
Analisando o negócio feito, entendo que o Avaí acertou. Dois milhões de reais de imediato e com possibilidade de compra definitiva por cerca de 14 milhões de reais é um ótimo negócio, ainda mais sabendo que o Avaí permaneceria com 20% do passe do atleta. Foi um baita negócio que pode render frutos para o Leão da Ilha logo ali na frente.
Analisando pela perda do time, que sofre neste momento na Série B, vejo como um problema que precisa ser resolvido de imediato. Thayllon era peça fundamental na composição do onze inicial e contratar será preciso. A diretoria terá que ser muito assertiva para repor a ausência do jovem atacante, que acrescentava muita qualidade ao elenco.
A realidade do Avaí é esta: encontra suas soluções financeiras vendendo suas revelações (o que não é ruim), mas, ao mesmo tempo, corre contra o tempo para tentar manter o time de pé durante as rodadas da Série B. Em resumo, a saída é “agridoce”. Um mal necessário que precisa ser amenizado o quanto antes pela diretoria. Porém, o Avaí mais uma vez demonstra ser um celeiro de jovens craques que, em um futuro muito próximo, podem render bons dividendos ao clube.
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