Contratado em julho para estancar a crise após a demissão de Cauan de Almeida, o treinador transformou o Leão da Ilha em uma equipe de alta competitividade. Com 66,6% de aproveitamento em 8 jogos, Aal não apenas tirou o clube da zona de rebaixamento, mas registrou o segundo melhor desempenho da competição desde a sua estreia. Mais do que números frios, sua passagem reconectou o time com uma característica essencial da Série B: o poder de sofrimento.
O “Básico” bem feito
Logo na estreia de Allan Aal optou por “fazer o simples”. Em vez de tentar implementar conceitos mirabolantes em um elenco curto e taticamente fragilizado, o foco inicial foi a organização defensiva.
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À medida que os jogos avançaram, O treinador demonstrou repertório e coragem para mexer na estrutura da equipe. Na quebra do incômodo jejum de quatro meses sem vencer fora de casa diante do Operário-PR, o técnico alterou o esquema para três zagueiros e fechou os espaços do adversário com precisão. O Avaí deixou de ser um time previsível e vulnerável para se tornar um bloco sólido e inteligente na transição.
Vitórias na Raça
A grande marca da “Era Aal” até aqui é a força mental e a capacidade de reação do elenco. O Avaí tem se destacado por lutar até o apito final. As viradas heroicas contra América-MG, Operário-PR e Sport — construídas nos minutos finais e nos acréscimos — provam que o vestiário comprou a ideia de superação do treinador. Esse espírito guerreiro devolveu ao torcedor na Ressacada o orgulho de ver um time que não desiste.
Allan Aal provou ser o bombeiro ideal para o momento do Avaí. Ele estabilizou a defesa, potencializou os reforços da janela de transferências e deu casca a um elenco que parecia condenado ao rebaixamento. Embora o próprio treinador adote um discurso cauteloso de que “a caminhada é longa”, o torcedor avaiano tem motivos reais para respirar aliviado e confiar no trabalho.
Após três vitórias consecutivas, a confiança volta ao torcedor. O que se vê dentro de campo, acima de qualquer estrutura tática, é um time que entendeu a situação em que se encontra e, agora sim, luta para sair dela. A torcida tem que acompanhar. Domingo, às 16 horas, é a chance de essa conexão ficar mais forte, e ao menos 8 mil torcedores devem comparecer à Ressacada para empurrar este time a mais uma vitória.
João Fonseca não se recupera de lesão a tempo e desiste do US Open
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O tenista brasileiro João Fonseca anunciou que não vai participar do US Open 2026, último Grand Slam da temporada, por conta de um problema abdominal. O número 24 do mundo chegou a desistir do Aberto de Cincinatti para não agravar a lesão e focar na recuperação, mas não conseguiu melhorar a tempo e optou por desistir do torneio.





