20 de outubro de 2026
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Saúde

Governo declara emergência em 4 municípios de SC por doença de Newcastle

Foto: Arquivo / Cidasc
Medida tem validade de 60 dias e prevê monitoramento de 133 granjas comerciais; seis mil perus serão sacrificados para conter o vírus

O governo federal decretou estado de emergência zoossanitária por 60 dias nos municípios de Nova Itaberaba, Águas Frias, Coronel Freitas e Nova Erechim, no Oeste de Santa Catarina, após a confirmação de um foco da doença de Newcastle em uma granja comercial de perus. A medida, publicada em edição extra do Diário Oficial da União (DOU) nesta segunda-feira (19), prevê o reforço das ações de vigilância e controle sanitário na região. Cerca de seis mil aves da propriedade onde o vírus foi identificado serão sacrificadas. A vigência da emergência zoossanitária e a lista de municípios abrangidos poderão ser alteradas conforme os resultados do monitoramento epidemiológico e das ações de vigilância na região.

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A confirmação foi feita pelo Laboratório Federal de Defesa Agropecuária de São Paulo (LFDA-SP), reconhecido pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) como referência internacional para o diagnóstico da doença. O foco foi identificado em Nova Itaberaba durante ações de vigilância ativa conduzidas pelo Serviço Veterinário Oficial de Santa Catarina, em conjunto com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

Segundo nota técnica do ministério, a suspeita surgiu em 14 de outubro, após a análise de amostras coletadas em 21 de setembro. A confirmação laboratorial ocorreu em 18 de outubro. De acordo com as informações divulgadas pelo governo, as aves não apresentavam sinais clínicos da doença no momento da investigação.

Propriedade é interditada e aves serão sacrificadas

A granja onde o foco foi identificado foi imediatamente interditada. O trabalho segue as diretrizes do Plano de Contingência de Influenza Aviária e Doença de Newcastle, que estabelece protocolos para investigação epidemiológica, restrição de movimentação e eliminação de focos da enfermidade. As medidas de contenção incluem o sacrifício de aproximadamente seis mil perus, além de procedimentos de limpeza e desinfecção da propriedade para erradicar o vírus.

Além da atuação na propriedade afetada, o Ministério da Agricultura iniciou o monitoramento de aproximadamente 133 granjas comerciais nos quatro municípios abrangidos pela emergência. As equipes técnicas devem realizar visitas, avaliações clínicas das aves e coleta de amostras para análise laboratorial.

Neste primeiro momento, não está previsto o recolhimento de produtos nem a devolução de aves que já tenham saído de outras propriedades da região, conforme informou o ministério.

Governo descarta risco no consumo de carne inspecionada

Durante coletiva de imprensa realizada nesta segunda-feira, em Brasília, o ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, afirmou que o consumo de produtos avícolas submetidos à inspeção sanitária oficial permanece seguro. “Eu queria destacar, porque acho que é importante a gente enfatizar, que o consumo dessa carne não traz nenhum risco às pessoas”, declarou o ministro.

Foto: Reprodução/ Band

O Mapa informou que os perus da propriedade afetada permaneceram na granja e não foram destinados à produção de carne para consumo humano. A pasta também destacou que a confirmação do foco ocorreu no âmbito do sistema de vigilância sanitária ativa, que busca identificar a presença do vírus mesmo em aves sem manifestações clínicas.

O governo brasileiro iniciou a comunicação oficial do caso aos países importadores de carne de aves, com informações sobre o diagnóstico e as medidas de controle adotadas. Eventuais restrições comerciais dependerão dos protocolos sanitários estabelecidos entre o Brasil e cada mercado. Segundo o Ministério da Agricultura, a ocorrência também será comunicada oficialmente à OMSA, com atualizações periódicas sobre a evolução das investigações e das medidas de contenção.

Segundo foco em produção comercial no Brasil

Este é o segundo registro de doença de Newcastle em uma unidade de produção avícola comercial no Brasil. O caso anterior foi confirmado em 17 de julho de 2024, em um estabelecimento de avicultura de corte em Anta Gorda, no Rio Grande do Sul. Na ocasião, o foco foi controlado em menos de dez dias, e a conclusão das medidas foi comunicada em 25 de julho daquele ano. Naquele episódio, havia suspeitas de que as enchentes que atingiram o estado pudessem ter contribuído para a contaminação.

Até o momento, não há informações conclusivas sobre a origem do vírus identificado em Nova Itaberaba. A investigação epidemiológica e o monitoramento das propriedades próximas devem ajudar as autoridades a avaliar a extensão da ocorrência e orientar as próximas medidas sanitárias.

Com informações de Band.com

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