Além do diagnostico precoce, estilo de vida saudável é principal fator de prevenção
Celebrado nesta segunda-feira (19), o Dia Mundial do Câncer de Mama chama a atenção para uma doença que possui 100% de chances de remissão quando identificada nos primeiros estágios. Os cuidados, no entanto, vão além do diagnóstico. Fatores e comportamentos de risco no cotidiano podem aumentar ou reduzir as chances de desenvolver a doença.
Hábitos como sedentarismo e consumo de álcool e excesso de gordura corporal são fatores que podem ser modificados para um estilo mais saudável e mais longe dos riscos. Outros, no entanto, não podem ser modificados e merecem atenção, como idade, histórico familiar e genética.
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A prevenção ao câncer atua justamente sobre aquilo que pode ser mudado, como nível de atividade física, peso corporal, consumo de álcool e exposição ao tabaco. Confira abaixo cinco hábitos que podem ajudar a impedir o surgimento de tumores.
1. Atividade física
Praticar atividade física regularmente, por mais simples que seja, contribui para reduzir o risco de desenvolver a doença. Movimentar o corpo também ajuda no controle do peso e participa de processos relacionados ao metabolismo e à regulação hormonal.
Para quem ainda não pratica nenhum tipo de exercício, começar com períodos menores e aumentar o tempo ou a intensidade aos poucos pode facilitar a adaptação. Entre as opções estão caminhadas, dança, pilates, bicicleta e outras modalidades.
2. Alimentação saudável e peso controlado
O excesso de gordura pode provocar alterações hormonais e metabólicas relacionadas ao desenvolvimento do câncer de mama. Por isso, manter um peso ideal dentro do Índice de Massa Corporal (IMC) é outro ponto importante.
Nesse sentido, vale priorizar uma alimentação variada. Frutas, verduras, legumes, feijões, grãos integrais e fontes menos processadas de proteína devem aparecer com maior frequência nas refeições. Já produtos ultraprocessados, excesso de açúcar e frituras devem ocupar menos espaço.
3. Evitar o consumo de álcool
O álcool está associado ao aumento do risco de câncer de mama. Por isso, reduzir o consumo já representa uma medida de cuidado. Quando o objetivo é prevenção, quanto menor a exposição, melhor. Bebidas sem álcool também podem substituir opções alcoólicas em encontros e outras ocasiões sociais.
4. Evitar cigarro e outras fontes de fumaça
A inalação de fumaça, especialmente aquelas consideradas tóxicas, contribui para o desenvolvimento de diferentes tipos de câncer e para a saúde de maneira geral. Além dos cigarros, outros produtos “fumáveis” também expõem o organismo a substâncias nocivas, como cigarros eletrônicos, maconha, narguilé, charutos e cigarrilhas.
Além disso, evitar a fumaça de outras pessoas que fumam reduz a exposição passiva. Para quem deseja parar de fumar, um acompanhamento profissional, como o ofertado gratuitamente pelo SUS, pode ajudar a construir uma estratégia mais adequada e sustentável.
5. Amamentar, quando possível
A amamentação também aparece entre os fatores associados à proteção contra o câncer de mama. Durante esse período, mudanças hormonais e celulares no organismo podem contribuir para diminuir o risco.
O efeito protetor tende a aumentar conforme o tempo total de amamentação. Contudo, esse benefício não deve virar cobrança para mulheres que não conseguem ou não podem amamentar.
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