Novo caso foi registrado em Coronel Freitas, dentro da área de emergência zoossanitária no Oeste catarinense
Santa Catarina confirmou o segundo foco da doença de Newcastle em uma granja comercial de perus no Oeste do estado, em Coronel Freitas, e detectou um vírus relacionado à enfermidade em pombos de vida livre em Marema. As confirmações laboratoriais ocorreram entre sexta-feira (23) e sábado (24). O novo caso em aves comerciais está dentro da área de emergência zoossanitária estabelecida após o primeiro registro, em Nova Itaberaba, e levou ao reforço das medidas de vigilância e controle sanitário na região.
A doença de Newcastle é uma enfermidade viral contagiosa que afeta aves domésticas e silvestres e pode provocar mortes e prejuízos à produção avícola. A confirmação do primeiro foco em Santa Catarina também levou países a impor restrições à importação de carne de aves brasileiras.
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Segundo foco está em área já monitorada
O segundo caso da doença foi identificado em uma criação de perus para abate em Coronel Freitas. O município está entre os quatro que fazem parte da área de emergência sanitária, junto com Nova Itaberaba, Nova Erechim e Águas Frias. Segundo a Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc), mais de 70% da área que precisa ser monitorada por causa do segundo caso já havia sido vistoriada após a primeira ocorrência.
As equipes de defesa sanitária estão investigando o caso, vistoriando propriedades e adotando medidas para evitar que o vírus se espalhe. Na granja afetada, também está em andamento a retirada das aves, conforme os procedimentos sanitários previstos para esse tipo de situação. O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) informou que, como as duas granjas ficam próximas, foi necessário fazer apenas uma pequena alteração nos limites da área de restrição. A região continua sendo monitorada pelas autoridades sanitárias.
Vírus também é detectado em pombos
A vigilância sanitária também encontrou o vírus em pombos que vivem soltos em Marema, município que fica fora da área de emergência sanitária. Segundo a Cidasc, as aves já apresentavam sinais da doença, que foram confirmados por exames laboratoriais. O Ministério da Agricultura esclareceu que esse caso foi investigado separadamente e não tem relação comprovada com os registros nas granjas comerciais. Além disso, pelas regras da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), a presença do vírus nos pombos não é considerada um foco da doença de Newcastle.
Diante dos casos, a Cidasc orienta os produtores a reforçar os cuidados para proteger as aves das granjas. Entre as medidas recomendadas estão manter as telas dos aviários em boas condições, controlar pragas e desinfetar veículos, equipamentos e calçados. O objetivo é evitar que aves que vivem soltas tenham contato com as aves criadas para produção comercial.
Granjas com testes negativos são liberadas
Até sábado (24), exames descartaram a presença da doença em 15 granjas comerciais da região. Com os resultados negativos, os produtores foram autorizados a manter a produção normalmente, incluindo o abate das aves. A liberação também foi concedida a uma criação vizinha ao local onde o segundo caso foi identificado.
Segundo a Cidasc, as propriedades da região continuam sendo monitoradas pelas equipes de vigilância sanitária. Como grande parte da área do segundo caso já havia sido vistoriada durante as ações realizadas após o primeiro registro, os trabalhos agora se concentram nos locais que ainda precisam ser inspecionados.
Em Nova Itaberaba, onde a doença foi identificada pela primeira vez, a limpeza e a desinfecção da granja foram concluídas. O local agora passa por um período chamado de vazio sanitário, em que permanece sem aves para evitar novos casos. Com a conclusão dessa etapa, uma das barreiras sanitárias montadas na região foi desativada.

Mais de 470 propriedades fiscalizadas
O balanço do Centro de Operações de Emergência em Saúde Animal (Coezoo), divulgado no sábado (24), aponta que a primeira rodada completa de vigilância na área de emergência foi concluída. Até então, as equipes haviam fiscalizado mais de 160 propriedades comerciais de criação de galinhas e perus, além de 317 propriedades com criações de subsistência. Também foram coletadas 78 amostras para análises laboratoriais.
Quatro barreiras sanitárias, entre estruturas fixas e móveis, permanecem em funcionamento 24 horas por dia. Os pontos de controle são utilizados para monitorar o trânsito e realizar a desinfecção de veículos, como parte das medidas para impedir a disseminação do vírus.
A emergência zoossanitária foi decretada pelo Ministério da Agricultura por 60 dias, a partir de 19 de outubro, nos quatro municípios da região. As autoridades estaduais e federais mantêm as ações de investigação e contenção para controlar a ocorrência e preservar a sanidade da produção avícola catarinense.
Flávio Bolsonaro vai pedir anulação da eleição
Senador questiona a ampliação do horário de votação e critica decisão do ministro Cristiano Zanin, do STF; ex-advogado de Lula
Após a conclusão da apuração do segundo turno das eleições, realizado neste domingo (25), o senador Flávio Bolsonaro (PL) anunciou que pretende pedir a anulação do pleito. O candidato contestou a ampliação do horário de votação, realizado por uma determinação mocrática do ministro do Superior Tribunal Federal (STF), Cristiano Zanin, ex-advogado de Lula. Flávio classificou o resultado como “inaceitável”.





