23 de outubro de 2026
TVBV ONLINE
Saúde

Colesterol: 4 mitos que podem colocar a saúde cardiovascular em risco

Foto: Band/Reprodução
Condição pode surgir na infância e ter origem genética

O colesterol alto é frequentemente cercado por equívocos que levam muitas pessoas a subestimar os perigos e adiar a avaliação médica essencial. Engana-se quem pensa que a alteração é restrita a adultos ou ao excesso de peso; em muitos casos, o colesterol tem origem genética e pode manifestar-se ainda na infância.

Para desvendar esses tabus e alertar sobre a importância da prevenção, conversamos com o professor Eduardo Benchimol Saad, membro da Academia Nacional de Medicina (ANM), sobre quatro mitos comuns que impactam diretamente a saúde do coração.

> Siga nosso canal no WhatsApp e receba as notícias do TVBV Online em primeira mão

1. Mito: Colesterol alto só acontece em adultos

Diferente do senso comum, o colesterol elevado pode acompanhar o indivíduo desde o nascimento. Em casos de predisposição genética ou histórico familiar, crianças podem apresentar níveis preocupantes. “O colesterol alto pode estar presente desde o nascimento e a lesão aterosclerótica inicia precocemente”, explica o professor Saad.

A recomendação médica inclui:

  • Triagem seletiva: A partir dos 2 anos para crianças com histórico familiar de doenças cardiovasculares, dislipidemia ou outros fatores de risco.
  • Triagem universal: Entre 9 e 11 anos, com acompanhamento constante na adolescência.

2. Mito: Se não há sintomas, não há motivo para preocupação

O colesterol é um inimigo silencioso. Frequentemente, a alteração só é descoberta após um evento cardiovascular. Contudo, sinais podem reforçar a necessidade de busca por um cardiologista: “A suspeita de causa hereditária aumenta quando o colesterol LDL permanece muito elevado sem causa secundária aparente, e há histórico de infarto, AVC ou morte súbita precoce na família (homens abaixo de 55 anos, mulheres abaixo de 65 anos).”, explica Eduardo Benchimol Saad.

Fique atento a sinais como xantomas tendíneos, xantelasmas ou arco corneano antes dos 45 anos.

3. Mito: Cortar ovos e frituras basta para controlar o colesterol

Embora a dieta seja um pilar fundamental, o manejo do colesterol é complexo. Focar apenas em eliminar alimentos isolados não substitui a necessidade de um conjunto de hábitos saudáveis e, em casos específicos, de acompanhamento medicamentoso. A estratégia eficaz combina o consumo de fibras solúveis (aveia, leguminosas, vegetais) com a redução drástica de gorduras saturadas, trans e ultraprocessados.

4. Mito: Colesterol alto é sempre consequência dos hábitos

A genética desempenha um papel determinante. A hipercolesterolemia familiar é uma condição genética que mantém os níveis de colesterol LDL elevados, mesmo em pacientes que seguem uma rotina rigorosamente saudável. “Quando identificada precocemente e tratada de forma intensiva, é possível normalizar o LDL, retardar a aterosclerose e diminuir drasticamente o risco de infarto”, reforça o especialista.

O diagnóstico precoce e a atenção contínua são os melhores aliados da saúde cardiovascular. A prevenção vai além da mesa: trata-se de um compromisso vitalício com exames, atividade física e, quando indicado, orientação médica personalizada.

Brasileira morre em Portugal após reação alérgica durante lua de mel

Enfermeira passou mal durante passeio com o esposo, com quem se casou havia 11 dias

Uma brasileira de 29 anos morreu na última quarta-feira (21) durante sua viagem de lua de mel em Portugal. De acordo com familiares, Amanda Marinho Nascimento passou mal após comer frutos do mar durante o almoço em um restaurante.