8 de novembro de 2026
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Câmara aprova porte de arma para nove categorias de servidores públicos; veja a lista

Imagem: Banco de imagens
Autorização será restrita ao horário de trabalho e ainda depende de novas etapas no Congresso

A Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei que amplia o porte funcional de arma de fogo para nove categorias de servidores públicos. A proposta beneficia agentes de trânsito, oficiais de Justiça, peritos criminais, agentes socioeducativos, fiscais ambientais, defensores públicos, advogados públicos, auditores fiscais e agentes de proteção da infância e da juventude. Pelo texto, o armamento poderá ser utilizado exclusivamente durante o expediente e ficará sob responsabilidade das instituições públicas.

A medida altera o Estatuto do Desarmamento (Lei 10.826/2003) e está prevista no Projeto de Lei 302/2026, apresentado pelo deputado Gilvan da Federal (PL-ES). O texto aprovado é um substitutivo do relator, deputado Capitão Alden (PL-BA). A proposta segue para análise da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC). Como ainda precisa cumprir outras etapas legislativas, as mudanças não estão em vigor.

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Quais profissões serão beneficiadas?

O projeto contempla as seguintes categorias:

  • Agentes fiscais e auditores fiscais com poder de polícia administrativa;
  • Peritos oficiais de natureza criminal;
  • Agentes socioeducativos;
  • Agentes de trânsito;
  • Oficiais de Justiça;
  • Agentes de fiscalização ambiental;
  • Membros da Defensoria Pública;
  • Integrantes da advocacia pública e procuradorias estaduais e do Distrito Federal;
  • Agentes de proteção da infância e da juventude.

A autorização terá condições específicas. Agentes de trânsito, por exemplo, deverão atuar diretamente na fiscalização ou no patrulhamento viário. Para agentes socioeducativos, o porte será destinado aos que trabalham no atendimento, custódia ou escolta de adolescentes envolvidos em atos infracionais com violência ou grave ameaça.

No caso dos oficiais de Justiça, a autorização será restrita aos profissionais que atuam em processos penais relacionados a crimes violentos.

Armas serão de responsabilidade das instituições

As armas serão fornecidas e mantidas pelas próprias instituições públicas, e o uso ficará restrito ao horário de trabalho. Os órgãos deverão atualizar semestralmente a relação de servidores autorizados no Sistema Nacional de Armas (Sinarm). Em caso de perda, furto, roubo ou extravio de armamentos, munições ou acessórios, a Polícia Federal deverá ser comunicada em até 24 horas.

A versão inicial do projeto também previa porte de arma para guardas municipais fora do expediente, com validade nacional. No entanto, esse trecho foi retirado do texto aprovado.

O projeto também prevê a possibilidade de manutenção do porte de arma após a aposentadoria para integrantes de determinadas carreiras de segurança e fiscalização, incluindo policiais, bombeiros militares, agentes prisionais e auditores fiscais. Para manter a autorização, esses profissionais deverão passar por avaliações psicológicas periódicas.

Quando a medida começa a valer?

O projeto ainda precisa ser analisado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania e cumprir as demais etapas de tramitação. Por se tratar de proposta em caráter conclusivo nas comissões, a votação no Plenário da Câmara poderá ser dispensada caso não haja recurso.

Depois da tramitação na Câmara, o texto também precisará ser aprovado pelo Senado Federal. Portanto, o porte de arma para as novas categorias ainda não está autorizado.

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Um motociclista morreu após sofrer um acidente dentro do Túnel Antonieta de Barros, em Florianópolis, no início da noite deste sábado (7). A ocorrência foi registrada por volta das 18h30, no sentido bairro-Centro, e mobilizou equipes do Corpo de Bombeiros Militar (CBMSC), da Polícia Militar (PMSC) e da Guarda Municipal (GMF). A vítima sofreu uma queda de motocicleta seguida de colisão e morreu ainda no local. De acordo com os bombeiros, as equipes foram acionadas para atender à ocorrência, mas o condutor já não apresentava sinais vitais quando recebeu atendimento.