10 de julho de 2026
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Cesta básica sobe em 17 capitais em junho; Florianópolis é 4ª mais cara

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
Capital catarinense teve a 12ª maior alta no preço médio de maio para junho de 2026

O preço médio da cesta básica – conjunto de alimentos considerados essenciais para a alimentação de uma pessoa durante um mês – subiu em 17 capitais no mês de junho. Em Florianópolis, que detém o quarto valor mais alto do país, a alta foi de 0,55%. Os dados são da Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) junto com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Entre maio e junho de 2026, os aumentos mais importantes ocorreram em Boa Vista (3,28%), Palmas (3,01%), Rio Branco (2,20%) e Porto Alegre (2,18%). Em relação ao mesmo período no ano passado, houve aumento no preço da cesta básica em 26 capitais. As altas mais expressivas foram registradas em Cuiabá (14,71%), Aracaju (13,12%) e Belo Horizonte (12,52%). Em São Luís, a cesta ficou praticamente estável (-0,09%).

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O preço do conjunto dos alimentos básicos em Florianópolis é atualmente R$ 918,42, atrás apenas de São Paulo (R$ 965,47), Cuiabá (R$ 937,93), Rio de Janeiro (R$ 920,94). Nas cidades do Norte e do Nordeste, onde a composição da cesta é diferente, os menores valores médios foram registrados em Aracaju (R$ 630,40), São Luís (R$ 654,73), Maceió (R$ 671,41) e Natal (R$ 686,07).

Um dos principais responsáveis pelo aumento no custo dos alimentos no mês passado foi o feijão, que subiu em todas as cidades analisadas pela pesquisa. A valorização do produto foi provocada pela redução da área cultivada e pelas adversidades climáticas que afetaram a primeira e a segunda safras nacionais. Além do feijão, o consumidor encontrou preços mais altos ao comprar o arroz agulhinha, a carne bovina de primeira e o leite integral.

Em Florianópolis, especificamente, cinco dos 13 produtos que compõem a cesta básica tiveram aumento nos preços médios neste mês de junho, enquanto o restante registrou quedas:

  • Feijão preto: +9,79%
  • Carne bovina de primeira: +1,79%
  • Arroz agulhinha: +1,57%
  • Batata: +1,04%
  • Pão francês: +0,62%
  • Farinha de trigo: -3,36%
  • Café em pó: -3,35%
  • Banana: -2,71%
  • Manteiga: -2,41%
  • Açúcar refinado: -1,51%
  • Óleo de soja: -1,00%
  • Tomate: -0,57%
  • Leite integral: -0,32%

Consumo do salário mínimo

Segundo a DIEESE, em junho de 2026, o trabalhador de Florianópolis remunerado pelo salário mínimo de R$ 1.621,00 precisou trabalhar 124 horas e 39 minutos para adquirir a cesta básica. Em maio de 2026, o tempo de trabalho necessário havia sido de 123 horas e 58 minutos. Em junho de 2025, quando o salário mínimo era de R$ 1.518,00, o tempo de trabalho necessário foi de 125 horas e 46 minutos.

Considerando o salário mínimo líquido, após o desconto de 7,5% da Previdência Social, o mesmo trabalhador precisou comprometer, em junho de 2026, 61,25% da renda para adquirir a cesta. Em maio de 2026, esse percentual correspondeu a 60,92% da renda líquida e, em junho de 2025, a 61,80%.

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