Na manhã desta sexta-feira, os membros do conselho da SAF do Figueira estiveram no Orlando Scarpelli para conceder uma importante coletiva de imprensa, a fim de prestar esclarecimentos sobre o momento do clube. Toda a mídia da capital estava lá. A entrevista durou cerca de uma hora e esclareceu vários pontos que evidenciaram alguns “alívios” e outras preocupações.
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Como vínhamos dizendo aqui nesta coluna nas últimas semanas, o principal entrave das negociações entre a PanSports e o Figueirense chama-se Clave/Lift. O grupo aportou cerca de 27 milhões de reais no clube nos últimos anos e, para sair, quer esse dinheiro de volta. A negociação até o momento se faz, segundo Mafra, de forma amigável, de modo que os lados não têm disposição para judicializar o processo. Na minha avaliação, a Clave não tem pressa de sair, haja vista que os juros correm. Enquanto isso, PanSports e Figueirense tentam encontrar uma solução para esse imbróglio.
Transfer Ban
Fato é que muitas questões ficam pendentes. O transfer ban, por exemplo, só tem a possibilidade de ser resolvido com mais “disposição” caso o Figueira vença a Ferroviária no próximo dia 08/08, viabilizando um “gás” na campanha de classificação do time. Caso a derrota venha e as circunstâncias do momento não deixem claras as chances de classificação, esse transfer ban deve permanecer até que as coisas se resolvam.
Previsibilidade
Toda vez que venho aqui falar sobre a SAF e a tranquilidade que ela pode trazer aos clubes da capital, cito o termo previsibilidade. Com a situação indefinida entre Clave e PanSports, essa previsibilidade se torna distante. O Figueira, no momento, está com os salários pagos em dia. O empréstimo-ponte de 3 milhões de reais, que colocou a casa em ordem momentaneamente, não tem capacidade para pagar os compromissos já do mês de agosto, e novas soluções financeiras precisam ser encontradas. Para isso, já foi marcada para esta segunda-feira uma reunião com o grupo de investidores da PanSports para tentar viabilizar os próximos meses do clube.
Quando Mafra foi questionado sobre um prazo para a resolução de tudo isso, declarou que uma negociação deste tamanho não se resolve de uma hora para outra ou em apenas 60 dias, deixando claro que o torcedor terá que ter paciência. Pelo que pude entender, uma resolução deve ocorrer apenas para o final do ano ou no ano que vem.
Sócios pagam a Clave
Hoje, 100% dos sócios adimplentes do clube “depositam” seu dinheiro diretamente para a Clave/Lift, a fim de abater o montante devedor. Esta situação expõe a dificuldade de liquidez financeira que vive o Figueira, haja vista que não vem dinheiro de outro lugar e o pouco que entra vai para pagar um investidor que se tornou credor.
Conversa com os jogadores
Perguntei a Eduardo Mafra sobre como estava a relação e a comunicação com os jogadores que atuam neste momento no clube. Ele declarou que o contato é imediato e segue quase que semanalmente, mantendo uma relação/comunicação simultânea entre tudo o que acontece na parte extracampo e os atletas.
Opinião
Pelo que pude perceber, ainda que haja muitos problemas a serem resolvidos, imprevisibilidade constante e impasses que ainda não foram acertados, o clima é de apreensão e expectativa para que tudo se conclua. A coletiva dá crédito aos entrevistados pelo simples fato de eles irem lá “dar a cara a tapa”, tanto para a imprensa quanto para a torcida. Isso confere uma certa credibilidade ao processo, que não está sendo feito às escondidas. Ao deixar o torcedor ciente de tudo — ou quase tudo —, as surpresas passam a ser evitadas ali na frente.
Deixando claro aqui: pelo que pude notar, esse impasse está longe de ser resolvido. Os membros do conselho da SAF são torcedores do clube, apaixonados pelo Figueira, e que de forma espontânea querem ajudar o Alvinegro. Só que nada mais depende deles. Na minha avaliação, manter o clube de pé e competindo é o principal objetivo, rompendo desafios dentro de campo e pagando as contas que aparecem fora dele. Sabemos que é muito difícil pedir paciência ao torcedor, mas é o que resta: esperar. A coletiva não foi um primor de transparência, mas expôs as dificuldades e a boa vontade daqueles que querem o bem do Figueira.
Membros da Mancha Azul são investigados por ataque a van de torcedores rivais
Mandados foram cumpridos na manhã desta sexta e resultou na apreensão de celulares e vestimentas personalizadas da organizada
Membros da torcida organizada Mancha Azul, do Avaí, estão sendo investigados pelo ataque a uma van que transportava torcedores do Criciúma de volta para o Sul do estado após o empate em 1×1 no jogo entre as equipes no Estádio da Ressacada, em outubro do ano passado. Foram apreendidos itens personalizados do grupo e outros aparatos que indicam a participação deles na ação criminosa. Os objetos foram recolhidos afim de dar suporte à investigação dos fatos.





