18 de maio de 2026
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Com histórico de enchentes, SC investe milhões para reforçar barragens de proteção

Foto: Jonatã Rocha/Secom/GOV/SC
Governo acelera modernização de estruturas estratégicas em Ituporanga, Taió e José Boiteux diante do risco de novas enchentes na região mais vulnerável do Estado

O Governo de Santa Catarina está investindo R$ 94,7 milhões na recuperação, modernização e automação das barragens de contenção de cheias do Vale do Itajaí. As obras são executadas pela Secretaria de Estado da Proteção e Defesa Civil (SDC/SC) e abrangem as estruturas de Ituporanga, Taió e José Boiteux, principais equipamentos do sistema estadual de controle de enchentes no estado.

O pacote inclui reformas estruturais, substituição de comportas, recuperação de sistemas hidromecânicos e implantação de tecnologia para acionamento remoto. Com a automação, as operações poderão ser controladas à distância, a partir da sede da Defesa Civil, em Florianópolis, o que deve ampliar a agilidade na resposta a eventos extremos.

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“Essas estruturas estavam praticamente abandonadas, há décadas sem manutenção, e a gente investiu, automatizou e, agora, para enfrentarmos períodos com chuvas mais volumosas, teremos as barragens, finalmente, operando”, disse o governador Jorginho Mello

Como funcionam as barragens

As barragens funcionam como um sistema de contenção temporária: em condições normais permanecem vazias e, em períodos de chuvas intensas, armazenam o excesso de água para reduzir o pico das cheias em municípios do Vale do Itajaí. Juntas, as três estruturas têm capacidade de retenção de cerca de 535 milhões de metros cúbicos, distribuídos entre 14 comportas e estruturas auxiliares. Segundo a Defesa Civil estadual, a modernização busca aumentar a segurança operacional e a eficiência do sistema.

Além das intervenções nas estruturas existentes, o Estado estuda a implantação de novas barragens em municípios do Alto Vale, como Botuverá, Mirim Doce, Petrolândia, Braço do Trombudo, Pouso Redondo e Agrolândia, como parte da estratégia de ampliação da prevenção a enchentes.

Entenda a situação das barragens

Barragem Sul (Ituporanga)
A Barragem Sul, em Ituporanga, no rio Itajaí do Sul, entrou em operação em 1976 e integra o conjunto de estruturas criadas para reduzir os impactos das enchentes no Vale do Itajaí. Com 43,5 metros de altura e capacidade de armazenamento de 110 milhões de metros cúbicos, a barragem conta com cinco comportas e atua na proteção direta de municípios como Ituporanga, Aurora, Rio do Sul e Lontras. Em outubro de 2025, a estrutura passou por uma substituição das comportas, recuperação de galerias e equipamentos hidromecânicos, além da implantação de automação com acionamento remoto e sistemas de segurança redundantes.

Barragem Oeste (Taió)
Em operação desde 1973, a Barragem Oeste é a mais antiga do sistema de contenção de cheias do Alto Vale do Itajaí. Construída sobre o rio Itajaí do Oeste, em Taió, a estrutura possui capacidade de 100 milhões de metros cúbicos, altura de 30 metros e sete comportas, protegendo municípios como Taió, Rio do Oeste, Laurentino, Rio do Sul e Lontras. O funcionamento da barragem tem uma particularidade operacional: durante o período agrícola do arroz, o manejo das comportas precisa considerar a dinâmica das lavouras a jusante. A reforma completa prevê investimento de R$ 61,32 milhões, com modernização estrutural, substituição das comportas e implantação de sistemas de operação remota e automação.

Barragem Norte (José Boiteux)
A Barragem Norte, em José Boiteux, no rio Hercílio, é a maior e mais recente das três estruturas do sistema, em operação desde 1992. Com capacidade de cerca de 325 milhões de metros cúbicos, é responsável por influenciar diretamente a segurança do Médio e Baixo Vale do Itajaí, tendo Blumenau como principal ponto de referência a jusante. A estrutura opera com duas comportas do tipo tulipa e um descarregador de fundo. O governo estadual assinou ordem de serviço para sua reforma completa, com investimento de R$ 9,9 milhões e prazo de execução de 12 meses, incluindo recursos estaduais e federais. Paralelamente, avançam acordos e obras de compensação com comunidades indígenas da região, com construção de moradias e equipamentos comunitários.

           

             

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