14 de julho de 2024
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Economia

Desemprego cai para 7,6% entre agosto e outubro, o menor desde 2015

Pela 1ª vez, Brasil tem mais de 100 milhões de trabalhadores ocupados

A taxa de desemprego no trimestre de agosto a outubro ficou em 7,6%, aponta a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O levantamento, divulgado nesta quinta-feira (30), traz a menor taxa de desocupação desde o trimestre encerrado em fevereiro de 2015, quando era 7,5%. O índice representa também recuo de 0,3% em relação à média de maio a julho de 2023. No mesmo período do ano passado, a taxa era 8,3%.

O índice divulgado também representa um novo recorde: o Brasil ultrapassou, pela primeira vez, a marca de 100 milhões de trabalhadores ocupados desde o início da série histórica. É um total de 100,2 milhões de pessoas empregadas, um acréscimo de 862 mil nos últimos três meses.

Carteira assinada

O número de empregados com carteira de trabalho no setor privado (excluindo trabalhadores domésticos) chegou a 37,4 milhões, o maior desde janeiro de 2015. Esse dado representa saldo positivo de 587 mil pessoas (+1,6%) com carteira assinada nos últimos três meses.

 

O número de trabalhadores por conta própria alcançou 25,6 milhões de pessoas, um aumento de 317 mil (+1,3%) na mesma comparação.

“Isso mostra que tanto empregados quanto trabalhadores por conta própria contribuíram para a expansão da ocupação no trimestre”, explica Adriana Beringuy, coordenadora de Pesquisas por Amostra de Domicílios do IBGE.

A taxa de informalidade foi de 39,1% da população ocupada (ou 39,2 milhões de trabalhadores informais), estável em relação ao ano passado.

 

Rendimento

O rendimento médio real do trabalhador foi estimado em R$ 2.999, com alta de 1,7% em relação ao trimestre encerrado em junho e de 3,9% ante o mesmo período do ano passado. É a maior cifra desde o trimestre encerrado em julho de 2020 (R$ 3.152).

O IBGE atribui essa evolução à expansão continuada entre ocupados com carteira assinada, ocupação normalmente com rendimentos maiores. “A leitura que podemos fazer é que há um ganho quantitativo, com aumento da população ocupada, e qualitativo, com o aumento do rendimento médio”, diz Beringuy.

 

Fonte e foto: Agência Brasil