20 de outubro de 2026
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Saúde

Doença de Newcastle em SC: é seguro comer peito de peru?

Foto: Banco de imagens/Divulgação
Infecção atinge os sistemas respiratório e digestivo das aves

O consumo de carne de peru e de derivados como o peito de peru continua seguro para a população, mesmo após a confirmação recente de um foco da Doença de Newcastle em Santa Catarina. A enfermidade viral, detectada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) em uma granja de corte em Nova Itaberaba, no Oeste catarinense, não passa para seres humanos por meio da ingestão de alimentos cozidos e inspecionados.

Além disso, o foco sanitário não afeta a qualidade nutricional nem a oferta dos produtos que chegam aos supermercados e açougues. A vigilância epidemiológica brasileira segue protocolos rígidos para impedir que qualquer ave infectada entre na cadeia produtiva de alimentos.

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A Doença de Newcastle é uma infecção viral altamente contagiosa que atinge aves domésticas e silvestres, com impacto nos sistemas respiratório e digestivo dos animais. No entanto, o problema representa um desafio exclusivo para a saúde animal e para o comércio agropecuário, sem oferecer ameaça à saúde pública na alimentação.

Especialistas e autoridades sanitárias destacam que a transmissão para humanos é extremamente rara e restrita à via ocupacional. Ela ocorre apenas pelo contato direto e sem proteção de trabalhadores e tratadores com secreções de aves vivas doentes, podendo causar irritações oculares passageiras, como conjuntivite leve. Não existe registro de contaminação por meio do consumo de carne ou ovos.

Bloqueio sanitário isola granja em Nova Itaberaba

Assim que os laudos laboratoriais confirmaram o vírus na criação comercial em Nova Itaberaba, o Serviço Veterinário Oficial do Mapa e os órgãos de defesa agropecuária de Santa Catarina interditaram a propriedade imediatamente. A movimentação de aves foi suspensa em todo o perímetro de segurança estabelecido pelos técnicos.

Foto: Cidasc/Divulgação

Conforme as diretrizes do Plano de Contingência do Ministério da Agricultura, granjas com diagnóstico positivo cumprem quarentena rigorosa. O protocolo prevê a eliminação sanitária do lote atingido e o descarte controlado das carcaças no próprio local, sendo proibido o envio desses animais para abatedouros e frigoríficos industriais.

Como identificar alimentos com procedência segura

Para garantir a qualidade na mesa, o consumidor deve verificar se os produtos avícolas trazem os selos dos órgãos oficiais de controle. Carnes, cortes embalados e embutidos legalizados passam por constante fiscalização veterinária antes de chegar ao varejo.

As embalagens inspecionadas exibem as chancelas do Serviço de Inspeção Federal (SIF), do Serviço de Inspeção Estadual (SIE) ou do Serviço de Inspeção Municipal (SIM). Essas marcas atestam que o alimento foi processado dentro dos padrões sanitários oficiais e que a compra é segura para toda a família.

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