Segundo a campanha de Flávio, o relatório terá a conservação de ‘grande parte’ do conteúdo apagado por André Janones
A campanha do senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) declarou, nesta segunda-feira (12), que enviará ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) um novo relatório sobre o canal de WhatsApp “Exército do Lula”, criado para postagens de apoio ao petista que conta com 3,4 milhões de pessoas.
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A manifestação ocorre em meio ao impasse relacionado ao canal. No fim de semana, Nunes Marques determinou a suspensão da plataforma, mas a decisão foi derrubada pelo corregedor-geral eleitoral, ministro Ricardo Vilas Bôas Cuêva, horas depois.
“A campanha desde já esclarece que encaminhará ao TSE novo relatório técnico sobre o canal, inclusive com o espalhamento em tempo real que realizou, com a conservação de grande parte do conteúdo que Janones apagou”, escreveu a campanha.
“Proibir a disseminação de fake News e combater canais que deliberadamente se comportam de forma a burlar os mecanismos de controle não é e nem nunca foi censura. É obrigação legal”, destacou. Segundo a campanha, o canal é um exemplo de “burla a todos os instrumentos de controle”, que orienta os seguidores a não encaminharem os conteúdos publicados, “tendo em vista que há limites de encaminhamento justamente para evitar a disseminação em massa de material ilegal”.
TSE não acha fake news
A Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) afirmou nesta segunda-feira (12) em relatório que não foi disseminada informação falsa no canal de WhatsApp “Exército de Lula”. No entanto, o documento alerta para alguns riscos que o grupo representa para o processo eleitoral.
Um dos riscos é a disseminação em massa de mensagens às vésperas do segundo turno, conforme a equipe técnica. O relatório também menciona que mensagens encaminhadas em setembro foram deletadas, gerando dificuldade para a análise das informações difundidas.
Ainda segundo o documento, há, “nas mensagens examinadas, o emprego recorrente de uma linguagem polarizadora, que tende a estabelecer uma lógica de confronto potencialmente contrária à condição das eleições como um substitutivo do conflito”. O relatório foi solicitado por Nunes Marques nesta segunda-feira e leva a assinatura do chefe do setor técnico, Frederico Alvim. O documento servirá para subsidiar novas decisões do tribunal sobre o caso.
Segundo a campanha de Flávio, havia disseminação de fake news no grupo – como afirmações de que o candidato pretendia retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil, estaria envolvido com milícia, reduziria aposentadorias e o Benefício de Prestação Continuada ou teria mandado cancelar o reajuste do Bolsa Família. A área técnica do tribunal não encontrou esse conteúdo no canal. “No período examinado (2 a 11 de outubro de 2026), não foram localizadas publicações que reproduzam essas afirmações”, diz o relatório.
Entenda
O corregedor-geral eleitoral, ministro Ricardo Vilas Bôas Cuêva, derrubou neste domingo (11) a decisão do presidente da Corte, Kassio Nunes Marques, que suspendeu o canal “Exército do Lula”, criado no WhatsApp para postagens de apoios ao candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Neste sábado (10), Vilas Bôas Cuêva, relator do processo, pediu que o presidenciável apresente informações complementares, mas não determinou a suspensão do canal.
Antes da decisão de Kassio, a legalidade do canal “Exército do Lula” já estava judicializada no TSE. A campanha do candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) ajuizou uma ação para cassar o mandato de Janones, além de solicitar a suspensão do canal. A decisão final será discutida pelo plenário do TSE.
Prefeitura de Florianópolis decreta luto oficial pela morte do Delegado Ildo Rosa
Ex-delegado da PF morreu na manhã desta segunda-feira (12), aos 75 anos
A prefeitura de Florianópolis decretou luto oficial de três dias no município por conta da morte do ex-delegado da Polícia Federal Ildo Raimundo Rosa, que faleceu na manhã desta segunda-feira (12). A decisão foi publicada no Diário Oficial do município. Com isso, as bandeiras ficarão hasteadas a meio mastro em órgãos oficiais do município durante o tempo do decreto.





