28 de outubro de 2026
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Policial

Família de SC é alvo de operação por esquema de furtos de cargas

Imagem: Polícia Civil (PCSC)/Divulgação
Investigados forjavam assaltos para desviar e revender bobinas de aço

Cinco pessoas foram presas preventivamente na manhã desta quarta-feira (28) na segunda fase da operação “Laços de Aço”, que investiga um esquema de furtos e revenda de cargas de bobinas aço em Santa Catarina. A Justiça determinou o bloqueio de R$ R$1,15 milhão em bens e valores dos investigados, valor que teria sido obtido pelos suspeitos com a atividade criminosa.

Segundo a Polícia Civil (PCSC), os alvos integram uma organização criminosa responsável pelos veículos e o transporte das cargas, que acabavam desviadas. Onze pessoas foram indicadas pelo esquema na primeira fase da operação por crimes de furtos qualificados, falsas comunicações de crime, adulteração de sinal identificador de veículo automotor, entre outros.

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Além das prisões, a operação cumpriu 16 mandados de busca e apreensão em endereços dos investigados nas cidades de Blumenau, Indaial, Joinville e Altinópolis (SP). Entre os alvos estão integrantes de uma mesma família, além de comparsas.

Grupo forjava assaltos a motoristas

As investigações tiveram início em maio de 2026, quando um motorista registrou um boletim de ocorrência relatando um assalto no município de Gravatal, no Sul catarinense. O homem transportava uma carga de bobinas de aço da cidade de Araquari para Braço do Norte, quando teve o semirreboque e a carga supostamente roubados por criminosos.

A apuração da Delegacia de Investigação de Furtos e Roubos de Cargas (DFRC/DEIC) revelou que o crime foi falsamente registrado pelo motorista. Segundo a PCSC, o proprietário do caminhão-trator e semirreboque utilizados na logística da carga agiu em conjunto com o condutor e outros comparsas, incluindo familiares, para desviar a carga.

A investigação revelou também que a organização criminosa foi responsável por pelo menos outros três desvios de cargas de bobinas de aço carregadas em Santa Catarina, com falsos registros de roubo em outros estados da federação. Em seguida, as bobinas eram vendidas pelo grupo, que lucrava com o prejuízo dos compradores.

Operação Laços de Aço

Com o avanço dos trabalhos, a primeira fase da operação Laços de Aço foi deflagrada em 5 de agosto. Na ocasião, sete pessoas foram presas preventivamente e foram cumpridos 14 mandados de busca e apreensão em Blumenau, Barra Velha e Otacílio Costa, em Santa Catarina, e em outras cidades do Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo e Ceará.

A partir das provas reunidas na primeira fase, foi possível identificar outros membros da organização criminosa e também empresas envolvidas no esquema, o que levou à segunda fase da operação. Os sequestros de bens e valores buscam garantir o ressarcimento dos prejuízos às vítimas.

Segundo a PCSC, o nome da operação Laços de Aço faz referência ao material subtraído pela organização criminosa e, ainda, ao laço familiar existente entre vários integrantes do grupo criminoso, muitos deles já conhecidos desta especializada justamente pela atuação em furtos e roubos de cargas.

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