11 de junho de 2026
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Política

Flávio Bolsonaro aciona STF contra Lula por incitação ao crime

Imagem: Reprodução / Redes Sociais.

Após do presidente em Goiás foram identificadas 1.600 postagens com ameaças ao senador com termos como “matar”, “fuzilar” e “esfaquear”

O senador Flávio Bolsonaro protocolou uma notícia-crime no Supremo Tribunal Federal (STF) contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, acusando-o dos crimes de incitação à violência e ameaça. A ação tem como base um discurso feito por Lula durante a inauguração de um campus do Instituto Federal Goiano, no município de Catalão (GO), no último dia 2 de junho.

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Durante o evento, o presidente criticou uma recente viagem dos parlamentares Flávio Bolsonaro e Eduardo Bolsonaro aos Estados Unidos, onde participaram de encontros com o então presidente norte-americano Donald Trump e o secretário de Estado Marco Rubio. Lula classificou os filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro como “traidores” e “vendilhões da pátria”, afirmando que teriam buscado apoio estrangeiro para interferir em assuntos internos do Brasil.

O trecho mais questionado pela defesa do senador envolve uma referência histórica feita pelo presidente ao citar o episódio da Inconfidência Mineira. Segundo a petição, Lula teria sugerido uma comparação entre os parlamentares e personagens ligados à traição do movimento, o que, na avaliação dos advogados, poderia ser interpretado como estímulo à violência, sendo alusivo ao enforcamento. A defesa também argumenta que houve um equívoco histórico na fala presidencial ao mencionar o destino de Joaquim Silvério dos Reis.

“Por menos que isso, Joaquim Silvério dos Reis, que delatou Tiradentes, foi enforcado. O que merecem traidores da pátria que pedem intervenção no nosso país? Pensem, pensem, meditem”, disse Lula.

No documento encaminhado ao STF, os advogados sustentam que a declaração teve potencial de estimular manifestações hostis contra o senador. A peça cita que nas 24 horas seguintes ao discurso, foram identificadas mais de 1.600 postagens com ameaças explícitas contra o senador na rede social X (antigo Twitter), utilizando termos como “matar”, “fuzilar” e “esfaquear”. A ação ainda contextualiza o caso no cenário de polarização política e menciona episódios recentes de violência envolvendo lideranças públicas no Brasil e no exterior. Caberá agora ao Supremo analisar o pedido e decidir sobre a abertura ou não de investigação.

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