Meio de pagamento mais popular do Brasil virou alvo de golpistas
Com mais de 170 milhões de transferências realizadas desde que foi criado em novembro de 2020 pelo Banco Central (BC), o Pix se tornou o meio de pagamento mais utilizado pelos brasileiros. No entanto, a popularidade veio acompanhada de um novo fenômeno: o golpe do Pix errado ou devolução do Pix.
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Segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, mais de 24 milhões de pessoas caíram em golpes financeiros envolvendo o Pix ou boletos bancários entre junho de 2024 e julho de 2025, gerando um prejuízo de quase R$ 29 bilhões.
Como funciona o golpe do Pix errado?
O golpista inicia a tentativa de fraude com a transferência de um valor para a conta da vítima e, logo em seguida, entra em contato com o alvo por meio de algum aplicativo de mensagem explicando que fez o pagamento por engano. Na sequência, ele solicita que a vítima envie o valor de volta, mas informa dados de uma conta diferente da que fez o envio inicial.
Em seguida, mesmo que a pessoa transfira o dinheiro para a conta indicada, o criminoso solicita a devolução do dinheiro enviado inicialmente por meio do Mecanismo Especial de Devolução (MED), ferramenta oficial do BC que auxilia na recuperação de valores. Neste momento, o golpista informa ao banco que foi vítima de um golpe, acusando a pessoa de ter aplicado a fraude e transferido o valor para uma outra conta.
Diante disso, o banco bloqueia a conta da vítima preventivamente e devolve o dinheiro para o golpista, mesmo que o valor já tenha sido transferido voluntariamente. Dessa forma, o criminoso recebe o dinheiro inicial de volta e fica ainda com o valor transferido pela vítima para a terceira conta.
Como não cair no golpe?
Caso você receba alguma mensagem sobre envio de Pix por engano, a primeira coisa a se fazer é verificar se o valor realmente está na conta. Se o dinheiro estiver lá, é preciso abrir o extrato do Pix, selecionar a transferência recebida e escolher a opção que faz referência a devolução, geralmente indicada como “devolver Pix”.
Com isso, o dinheiro será devolvido para a mesma conta de onde saiu, através do MED. Dessa forma, caso o golpista solicite a devolução dos recursos, o banco irá identificar que o valor já foi devolvido e a vítima não perderá nada. O Banco Central alerta que caso a pessoa utilize o número de celular como chave Pix, os criminosos têm mais facilidade para realizar o contato.
*Sob supervisão de Fernando Bortoluzzi
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