Menina viveu 3 anos de abuso, sob promessas falsas da mãe e só foi salva após desabafar com colegas na escola
Um homem foi condenado a 32 anos e um mês de prisão por abusar sexualmente da própria enteada durante três anos no Alto Vale do Itajaí. A mãe da vítima também foi condenada pela Justiça a 15 anos, seis meses e 20 dias de reclusão por não ter protegido a filha, mesmo sabendo dos abusos. A decisão, obtida após denúncia do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), ainda obriga cada um dos réus a pagar R$ 20 mil de indenização por danos morais à jovem.
Os crimes começaram em 2022, quando a vítima tinha apenas 10 anos de idade. As agressões ocorriam com frequência tanto na residência da família quanto no imóvel rural onde os adultos trabalhavam. Em depoimento prestado à Justiça, a menina explicou que tinha pouca convivência com o pai biológico e, por isso, enxergava o padrasto como sua principal referência paterna. O homem se aproveitou dessa relação de confiança para se aproximar: no início, dizia que os contatos físicos eram apenas “ensinamentos sobre a vida adulta”. Com o passar do tempo, as investidas se tornaram explícitas e acompanhadas de ameaças diretas para garantir que a criança mantivesse segredo.
> Siga nosso canal no WhatsApp e receba as notícias do TVBV Online em primeira mão
A adolescente contou para a mãe o que estava acontecendo dentro de casa. A mulher chegou a prometer que fugiria com ela e com os outros filhos do casal para protegê-los, mas a promessa nunca se concretizou. Mesmo sabendo da gravidade dos fatos e tendo plena condição de afastar o agressor ou chamar a polícia, a mãe não tomou nenhuma atitude. A inércia fez com que as violações continuassem de forma contínua durante anos.
Sem o apoio em casa, o crime só foi descoberto porque a menina desabafou com colegas na escola. A direção do colégio agiu rápido e chamou o Conselho Tutelar. Com isso, os órgãos de proteção intervieram e a adolescente foi tirada da família e levada para um abrigo, onde está protegida desde os 13 anos.
A Justiça destacou que o padrasto usou sua posição de autoridade dentro de casa para cometer o crime. Já a mãe foi punida porque a lei exige proteção parental aos filhos e ela preferiu se calar. Ambos responderam ao processo e poderão recorrer da decisão em liberdade, a menos que fiquem presos por outro motivo.
Empresa de Joinville é alvo de operação contra fraude de R$271 milhões
Operação investiga suposta organização criminosa que utilizava empresas de fachada e notas fiscais falsas no comércio
Uma empresa de Joinville foi alvo de mandado de busca e apreensão na manhã desta quarta-feira (4), durante a Operação Enxágue, que investiga um suposto esquema de sonegação fiscal, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro. A investigação faz parte de uma ofensiva interestadual que, em conjunto com a Operação Catéter, prevê o cumprimento de 64 mandados em 28 municípios de Santa Catarina, Paraná, São Paulo e Rio Grande do Sul, além de medidas de bloqueio de bens e valores que somam R$271,4 milhões.





