Crimes ocorreram por quase uma década; mãe revelou a criança que permitia e colaborava com o padrasto em troca de sustento
Uma mãe e o padrasto são condenado, cada um, a mais de 65 anos de prisão, após crimes de estupro de vulnerável e outros crimes no Vale do Rio Tijucas, no Litoral Centro de Santa Catarina. De acordo com a denúncia, o homem estuprou a criança desde os seus 4 anos de idade até os 13 anos, com o entendimento e consentimento da mãe, em troca de sustento. Os crimes só pararam em 2025, quando a menina revelou o que acontecia para a avó paterna, levando à investigação e prisão preventiva dos acusados, em junho de 2025, a pedido do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC).
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Como ocorriam os crimes
Os crimes foram praticados entre 2015 e 2024 em diversas casas e municípios diferentes nos quais a família já residia. Após a denúncia, a vítima entregou também um diário na delegacia, onde contou detalhes do que passou. O padrasto praticava os crimes de forma contínua, quase que diariamente, inclusive com conjunção carnal, ameaças de morte e uso de força física.
Ainda de acordo com a denúncia, aos 6 anos, a filha teria contado à mãe sobre o aconteceria, no entanto, a mãe, além de ser conivente com a situação, facilitou os abusos, chegando a apresentá-los e em algumas ocasiões, obrigava a filha a permanecer sozinha com o agressor. A mãe disse para a menina que ela havia “dado” a filha ao padrasto em troca de ele “bancá-la” e, com isso, ele poderia fazer o que quisesse com a criança.
Assim, o casal também foi denunciado por maus-tratos, pois agrediram a menina com objetos como vassouras, fios e cintos, além de provocarem queimaduras nela e a privarem de alimentação; por fornecimento de álcool e cigarros à menina; e pela prática de atos sexuais na frente da criança. Eles também mantinham a criança em cárcere privado, quando ela era deixada trancada em casa, sem acesso a telefone ou comida, para impedir que denunciasse os crimes.
Condenação
Os réus foram condenados na última semana por uma série de crimes, incluindo estupro de vulnerável, maus-tratos e cárcere privado qualificados, além de satisfação de lascívia na presença de menor e fornecimento de álcool a crianças e adolescentes.
O padrasto confessou a prática do estupro de vulnerável em audiência e recebeu penas de 61 anos, 10 meses e 7 dias de prisão em regime fechado, e mais 6 anos e 5 meses de detenção em regime semiaberto. Já a mãe da criança recebeu a pena de 60 anos, 2 meses e 7 dias de prisão em regime fechado, e mais 5 anos e 10 meses de em regime semiaberto.
O casal não poderá recorrer em liberdade.
Catarinenses vão mal nas séries A e B, mas bem na C no fim de semana
Destaque negativo foi a Chapecoense, que foi goleada pelo Botafogo e chegou ao 10º jogo sem vitória
O fim de semana de futebol foi cheio de jogos das equipes catarinenses nas três primeiras divisões do Campeonato Brasileiro. Nas séries A e B, o rendimento foi ruim, com três derrotas nas três partidas dos times de Santa Catarina. Já na terceira divisão, Barra e Figueirense pontuaram, com destaque para o alvinegro, que teve a estreia do técnico Raul Cabral e conquistou a primeira vitória na série C deste ano.





