7 de setembro de 2026
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Turismo

Menopausa muda a forma de viajar e cria novo turismo de bem-estar

Foto: Banco de imagens/Divulgação
Retiros oferecem descanso, informação e atividades adaptadas às mudanças do período

A menopausa entrou no roteiro de viagem. Em diferentes destinos, hotéis, resorts e retiros passaram a criar programas voltados especificamente para mulheres na perimenopausa e na menopausa, reunindo descanso, atividades físicas, alimentação, sono e orientação sobre essa fase da vida. O movimento já foi identificado pelo Global Wellness Institute (GWI), que incluiu a chamada “revolução da menopausa” entre as tendências observadas no turismo de bem-estar.

A proposta vai além de acrescentar um tratamento ao menu do spa. O setor começa a desenvolver experiências direcionadas a momentos específicos da vida, em lugar de oferecer apenas pacotes genéricos de relaxamento. Nesse recorte, a menopausa passou a aparecer como uma oportunidade para hospedagens interessadas em atender mulheres que procuram descanso, informação e atividades adaptadas às mudanças desse período.

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Há exemplos concretos desse movimento. Em Portugal, o Six Senses Douro Valley foi citado pelo GWI por desenvolver uma experiência de três dias dedicada à menopausa. Na Austrália, o Great Ocean Road Resort criou retiros com atividades de bem-estar, informações práticas e workshops. No Reino Unido, o Combe Grove também desenvolveu programação relacionada à menopausa, com atenção à saúde metabólica e ao manejo de sintomas.

A especialização encontra espaço em um mercado de viagens que já movimenta cifras expressivas. Segundo o GWI, os gastos mundiais com turismo de bem-estar chegarão a US$894 bilhões em 2026. A organização define esse segmento como as viagens associadas à busca por manter ou melhorar o bem-estar pessoal.

Isso não transforma uma temporada em um resort em tratamento médico. A própria definição do setor diferencia turismo de bem-estar de turismo médico: enquanto um está relacionado à procura por atividades e experiências destinadas ao bem-estar, o segundo envolve deslocamentos motivados por tratamentos e procedimentos de saúde.

A distinção ganha importância quando a menopausa entra no marketing de hotéis e retiros. Exercícios, alimentação, descanso e convivência podem integrar uma experiência de viagem, mas sintomas e decisões sobre tratamentos exigem avaliação individual adequada. Nem todos os programas oferecidos pelo mercado têm o mesmo formato ou o mesmo grau de participação de profissionais de saúde.

A expansão desse nicho também chegou à imprensa de viagens. A National Geographic Traveller abordou os retiros dedicados à menopausa ao analisar como esse tipo de experiência acompanha a maior visibilidade da perimenopausa e da menopausa e a procura por espaços pensados especificamente para mulheres nessa etapa da vida.

Para a hotelaria, a mudança representa uma nova segmentação do turismo de bem-estar. Aos que amam viajar, as ofertas ampliam de experiências construídas em torno de necessidades que antes dificilmente apareciam na programação de um hotel. A menopausa, assim, deixa de influenciar apenas decisões relacionadas à saúde e começa a interferir também na escolha do destino e da própria forma de viajar.

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