5 de novembro de 2026
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Saúde

O que é choque anafilático? Entenda causas, riscos e quem é mais afetado

Foto: Reprodução
Condição grave atinge todas as idades; saiba identificar os sinais de alerta e agir rapidamente

Imagine comer um prato de camarão, tomar um medicamento comum ou ser picado por uma vespa e, em questão de minutos, começar a sentir falta de ar, tontura e inchaço pelo corpo. Esse cenário descreve o choque anafilático (ou anafilaxia grave), a forma mais severa e potencialmente fatal de reação alérgica.

Trata-se de uma verdadeira corrida contra o tempo. Quando o sistema imunológico de uma pessoa sensibilizada entra em contato com um gatilho, ele reage de maneira hiperativa, liberando uma quantidade massiva de substâncias inflamatórias — como a histamina — na corrente sanguínea. O resultado é uma queda drástica e súbita da pressão arterial e o fechamento abrupto das vias aéreas, impedindo a respiração.

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O que desencadeia a anafilaxia?

Os agentes causadores, conhecidos como alérgenos, são diversos e mudam de acordo com o estilo de vida e a faixa etária. Os principais vilões incluem:

Alimentos: Crustáceos, peixes, leite de vaca, ovos, amendoim, oleaginosas (como castanhas e nozes), trigo e soja lideram a lista.

Medicamentos: Antibióticos (com destaque para a penicilina), anti-inflamatórios (como dipirona, ibuprofeno e aspirina) e contrastes radiológicos usados em exames de imagem.

Picadas de insetos: O veneno de abelhas, vespas e formigas.

Látex: Presente em luvas de procedimento, preservativos e alguns dispositivos médicos.

Existe idade mais comum?

A anafilaxia pode surgir em qualquer fase da vida, desde os primeiros meses até a terceira idade. No entanto, o perfil dos gatilhos costuma mudar bastante conforme o envelhecimento:

Na infância e adolescência: Os alimentos são os principais causadores. Crianças pequenas frequentemente reagem a leite, ovos e amendoim. Na adolescência, o risco com castanhas e frutos do mar ganha destaque, além de picadas de insetos.

Na idade adulta e na velhice: O cenário se inverte. Medicamentos e picadas de insetos passam a liderar as ocorrências. Especialmente entre os idosos, os quadros podem ser mais complexos devido ao uso de múltiplos remédios (como betabloqueadores, que reduzem a eficácia do tratamento de socorro) e à presença de doenças cardíacas prévias.

Quem corre mais risco?

Indivíduos com histórico pessoal de alergias graves, rinite crônica ou eczema apresentam maior predisposição. Outro fator crítico é a asma mal controlada: pacientes asmáticos que sofrem anafilaxia têm um risco significativamente maior de apresentar complicações respiratórias gravíssimas.

O que fazer em caso de emergência?

O choque anafilático é uma emergência médica absoluta. O principal tratamento de primeira linha, e o único capaz de reverter o quadro rapidamente, é a aplicação imediata de adrenalina (epinefrina) por via intramuscular.

Diante de sintomas como inchaço nos lábios ou na garganta, rouquidão, falta de ar intensa, urticária generalizada, confusão mental ou queda de pressão após o contato com um possível alérgeno, o serviço de emergência deve ser acionado imediatamente (ligue para o SAMU – 192 ou vá ao pronto-socorro mais próximo).

Operação contra facção criminosa cumpre mandados 4 municípios de SC

Seis mandados de prisão, contra integrantes do (Primeiro Grupo Catarinense) PGC, são cumpridos em Chapecó, Joaçaba, Capinzal e Xaxim

Uma força-tarefa de segurança deflagrou, na manhã desta quinta-feira (5), a Operação Istós II para cumprir 17 ordens judiciais contra integrantes da facção criminosa Primeiro Grupo Catarinense (PGC) nos municípios de Chapecó, Joaçaba, Capinzal e Xaxim. Ao todo, estão sendo executados 11 mandados de busca e apreensão e seis de prisão, expedidos pela Vara Estadual de Organizações Criminosas. O foco da operação é desarticular a estrutura de comando da organização criminosa, investigada por tráfico de drogas, homicídios e comércio ilegal de armas de fogo.