Acusado teria agido de forma repentina ao identificar a vítima na plateia; decisão do TJSC negou liberdade ao suspeito
Um homem, de 28 anos, acusado de tentar matar outro participante, de 30, durante um evento de tecnologia na FURB (Universidade Regional de Blumenau), no Vale do Itajaí, no dia 25 de abril, teve a prisão preventiva mantida pelo Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC). Segundo o processo, ambos participavam do evento quando o acusado, que era palestrante, teria atacado a vítima com golpes de faca após identificá-la na plateia, em uma ação repentina e sem interação prévia imediata. A decisão foi unânime na 5ª Câmara Criminal, que negou pedido de habeas corpus da defesa para revogar a prisão ou substituí-la por medidas alternativas.
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Segundo testemunhas, a agressão ocorreu de forma repentina, com a vítima sendo atingida nos braços e no tórax, e outros participantes tentaram conter o homem para evitar novos ataques. O caso é tratado como tentativa de homicídio qualificado. No momento do crime, ele estava com um soco inglês adaptado com canivete e uma “finger knife”, uma pequena faca de dedo.
A defesa do palestrante afirmou que não há motivos para manter a prisão preventiva e destacou que o acusado é réu primário, possui residência fixa, trabalho formal e teria colaborado com as investigações. Também informou que ele foi diagnosticado com transtorno do espectro autista (TEA), faz uso de medicação contínua e necessita de acompanhamento médico especializado.
Ao analisar o pedido, o relator do caso destacou que há elementos suficientes de materialidade e indícios de autoria, além da gravidade concreta da conduta. Para o magistrado, a prisão é necessária para evitar novos crimes e garantir o andamento do processo.

Acusado perseguiu a vítima
O relator também mencionou relatos de ameaças anteriores e possível perseguição à vítima e a pessoas próximas a ela, o que indicaria risco de reiteração de condutas violentas. Sobre o diagnóstico de TEA, o magistrado afirmou que os documentos apresentados são antigos e que a condição, por si só, não impede que a prisão preventiva seja mantida nem comprova incapacidade de entendimento do ato.
Na decisão, o desembargador ressaltou ainda que questões de saúde devem ser analisadas no processo de origem e não são suficientes, neste momento, para justificar a liberdade do acusado. Para ele, as circunstâncias do caso demonstram um risco concreto de voltar a cometer crimes, o que torna inadequadas medidas alternativas à prisão.
Com esse entendimento, os demais integrantes da 5ª Câmara Criminal acompanharam o voto do relator e mantiveram a prisão preventiva do acusado.
O que diz organização do evento
O ataque aconteceu no auditório do Bloco T, no Campus 1 da universidade, durante um evento de tecnologia. Após o caso, a organização do Festival Latino-Americano de Instalação de Software Livre também se pronunciou sobre o ocorrido:
“O Hackerspace Blumenau vem aqui prestar a sua total solidariedade à vítima da agressão e sua família, que infelizmente acabou ocorrendo durante a FLISoL 2026. O Hackerspace sempre preza por servir à comunidade um espaço seguro. Repudiamos toda e qualquer expressão de violência, principalmente durante os eventos realizados, que têm como principal objetivo fomentar a tecnologia. Reiteramos nosso compromisso com a comunidade e afirmamos que medidas serão tomadas para assegurar que casos como este não se repitam no futuro”, afirma nota.
Traficante morre em confronto após perseguição
Mais de 50 quilos de maconha foram apreendidos
Uma perseguição policial na tarde da terça-feira (2) terminou com a apreensão de mais de 50 quilos de maconha, um intenso cerco policial e a morte de um suspeito em Joinville, no Norte de Santa Catarina. A ocorrência mobilizou equipes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e da Polícia Militar de Santa Catarina (PMSC) ao longo da BR-101 e em áreas de mata próximas à rodovia.





