15 de outubro de 2026
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Policial

Polícia investiga caso da morte de mulher que caiu do 7° andar em Criciúma

Foto: Divulgação
Daisy Ferreira Maieski, de 34 anos, morreu após cair de um prédio em Criciúma; reconstituição da cena e exames periciais indicaram acidente

Daisy Ferreira Maieski, de 34 anos, morreu após cair do sétimo andar de um prédio, no centro de Criciúma, no Sul de Santa Catarina. A morte que ocorreu na madrugada do dia 3 de outubro, foi apontada pela Polícia Civil (PCSC) como um acidente. Segundo a investigação, a mulher tentou sair pela janela do banheiro do apartamento onde estava após ficar presa no cômodo com um homem de 28 anos. A reconstituição dos fatos e os exames periciais não identificaram sinais de luta corporal nem indícios de que o homem tenha provocado a queda. O homem foi preso inicialmente por desacato à autoridade e investigado em relação às circunstâncias da morte de Daisy, no entanto, nesta quarta-feira (14), ele foi solto por decisão do Tribunal de Justiça.

A Polícia Militar (PMSC) foi acionada após relatos de gritos durante a madrugada, seguidos de um forte barulho. Quando as equipes chegaram ao edifício, Daisy estava caída no fosso, ainda com sinais vitais. Os socorristas retiraram a mulher do local e realizaram manobras de reanimação, mas ela não resistiu aos ferimentos e morreu.

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Durante o atendimento da ocorrência, os policiais ouviram um homem gritando dentro do apartamento. Ele estava trancado no banheiro, e a porta precisou ser arrombada para que a equipe conseguisse entrar. Conforme as informações divulgadas sobre o caso, o homem apresentava comportamento agitado e agressivo. Durante a abordagem, ele teria ofendido os policiais e acabou preso em flagrante, inicialmente por suspeita de desacato. Mais tarde, ele também se tornou alvo de investigação para esclarecer sua possível participação na morte de Daisy. Na ocasião, as autoridades iniciaram uma investigação para esclarecer o que havia acontecido antes da queda e se a mulher poderia ter sido empurrada da janela do banheiro.

Perícia descarta indícios de crime

De acordo com a investigação da Polícia Civil, ficou comprovado que Daisy e o homem ficaram presos no banheiro depois que o trinco da porta caiu. Sem celulares e sem conseguir abrir a porta, os dois tentaram encontrar uma maneira de deixar o cômodo. A investigação apontou que Daisy decidiu tentar sair pela janela basculante do banheiro, que ficava próxima à estrutura de um apartamento vizinho. Conforme a análise dos vestígios, a mulher tentou se apoiar em uma pilastra externa para alcançar o outro imóvel. Durante a tentativa, porém, teria perdido o equilíbrio e caído no fosso do edifício, de uma altura correspondente ao sétimo andar.

A dinâmica foi analisada pela Polícia Civil com apoio da Polícia Científica, por meio de exames periciais e de uma reconstituição dos fatos. O objetivo era verificar se a versão apresentada pelo homem era compatível com os vestígios encontrados no local.

Um dos pontos considerados pela investigação foi a ausência de sinais de luta corporal no apartamento. Segundo o delegado, os vestígios analisados não indicaram que Daisy tivesse sido colocada à força na janela ou jogada do prédio. A reconstituição também ajudou a avaliar a possibilidade de o homem ter provocado a queda. De acordo com Márcio Neves, a dinâmica examinada tornou pouco provável a hipótese de que ele tivesse lançado a mulher pela janela do banheiro.

A Polícia Civil informou ainda que não encontrou elementos que apontassem um motivo para que o homem tivesse provocado a queda. Com os resultados obtidos, a principal conclusão da investigação passou a ser a de que Daisy morreu em decorrência de uma queda acidental.

Homem foi solto após investigação

O homem que estava com Daisy foi preso após a ocorrência e permaneceu sob investigação. Com o avanço das apurações e a realização da reconstituição, surgiram novos elementos que enfraqueceram a hipótese de que a morte tenha sido provocada por outra pessoa. A investigação também levou em consideração a versão apresentada pelo homem, que, segundo informações divulgadas anteriormente, relatou ter conhecido Daisy por meio de uma plataforma de relacionamentos e estar com ela no apartamento desde a noite de sexta-feira, 2 de outubro. Ele também teria relatado o consumo de bebidas alcoólicas e drogas naquela noite.

Essas informações fizeram parte do contexto apurado pelas autoridades, mas a dinâmica da queda foi analisada principalmente a partir dos vestígios periciais e da reprodução simulada dos fatos.

Desde a ocorrência, a Polícia Civil e a Polícia Científica trabalharam para esclarecer o que aconteceu no apartamento antes da queda. A análise do local, os exames periciais e a reconstituição foram utilizados para confrontar as versões apresentadas e verificar a possibilidade de uma ação criminosa. Até o momento, a investigação não identificou sinais de luta ou evidências de que o homem tenha provocado a queda.

A conclusão policial é de que a morte ocorreu de forma acidental.

Explosão assusta vizinhos e incêndio destrói casa no Vale do Itajaí

Imóvel foi consumido pelas chamas na noite de quarta-feira (14) em Taió; bombeiros utilizaram cerca de 7 mil litros de água no combate ao fogo

Uma residência de aproximadamente 180 metros quadrados foi completamente destruída por um incêndio na noite de quarta-feira (14), na Estrada Geral, no bairro Ribeirão da Erva, em Taió, no Alto Vale do Itajaí. De acordo com os relatos dos vizinhos, a explosão chamou a atenção dos moradores, que, ao verificarem o que havia acontecido, perceberam que o incêndio já havia tomado grande parte da casa. Não houve registro de feridos na ocorrência.