13 de maio de 2026
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Economia

Renda média mensal do catarinense foi de R$ 3,9 mil em 2025

Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil
Valor é 15,8% superior à média nacional, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)

O rendimento médio mensal dos catarinenses foi de R$ 3,9 mil em 2025, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), divulgados na última sexta-feira (8) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O valor é 15,8% superior à média nacional, de R$ 3.367.

Os dados também mostram que a renda dos residentes em Santa Catarina cresceu R$ 313 de 2024 para 2025, o que representa uma alta de 8,7% sobre o rendimento mensal anterior, de R$ 3.587. Com esse resultado, o Estado mantém a quarta maior renda média do país, ficando atrás apenas do Distrito Federal, São Paulo e Rio de Janeiro.

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Para o governador Jorginho Mello, o dado é reflexo de uma gestão que prioriza o empreendedorismo e a geração de oportunidades. “Em Santa Catarina, o trabalho é valorizado. O aumento do rendimento mostra que estamos no caminho certo: menos burocracia, sem aumento de impostos e mais apoio a quem produz. O dinheiro está no bolso do trabalhador porque nossa economia está forte, gerando emprego de qualidade e remuneração justa”, declarou o governador.

Geração de empregos e menor taxa de desocupação

O crescimento da renda acompanha o bom momento do mercado de trabalho catarinense. Em 2026, por exemplo, o estado registrou a abertura de mais de 59 mil novas vagas de emprego formal, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED), mantendo a taxa de desocupação em apenas 2,2%. Ou seja, a menor do Brasil e bem abaixo da média nacional de 5,1%.

O secretário de Estado de Indústria, Comércio e Serviços (Sicos), Edgard Usuy, destacou o papel do setor produtivo nesse avanço. “Quando o trabalhador ganha mais, a economia inteira se movimenta. E isso só é possível porque Santa Catarina tem um dos ambientes de negócios mais favoráveis do país. Por determinação do governador Jorginho Mello, estamos incentivando a indústria, o comércio e os serviços, e o resultado aparece no bolso do catarinense. Rende mais, consome mais e cresce mais”, afirmou Usuy.

Outro fator é o ecossistema empreendedor do estado. Em 2025, foram abertas mais de 140 mil novas empresas. Para a Sicos, esse dado é um resultado combinado da desburocratização promovida pela Junta Comercial de Santa Catarina (Jucesc) e da modernização de leis de desenvolvimento econômico. “O ambiente favorável estimula o trabalhador a migrar da informalidade para o empreendedorismo formal ou complementar a renda com seu próprio negócio. Ou seja, elevando a média geral dos rendimentos”, acrescenta Usuy.

Cenário nacional

O rendimento médio mensal dos brasileiros, de R$ 3.367 em 2025, representa o maior valor da série histórica da PNAD Contínua, iniciada em 2012. O resultado representa um crescimento de 5,4% em relação a 2024 e consolida o quarto ano consecutivo de expansão dos rendimentos no país. Segundo o IBGE, do total da população, 67,2% das pessoas possuíam algum tipo de rendimento, o equivalente a 143 milhões de pessoas.

O rendimento proveniente do trabalho foi, em 2025, a principal fonte de renda para 47,8% da população, percentual que teve uma alta de 0,7 p.p. em relação a 2024. Outras fontes, como aposentadorias, pensões e programas sociais do governo, foram o principal rendimento para 27,1% da população, número que oscilou 0,6 p.p. frente ao ano anterior.

           

             

Justiça determina que PMSC retome uso de câmeras corporais pelos agentes

Programa havia sido descontinuado em 2024 após corporação apontar os aparelhos como defasados e vulneráveis

O Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC) determinou nesta terça-feira (12) que a Polícia Militar (PMSC) volte a utilizar câmeras corporais acopladas às fardas dos agentes. A decisão aponta que o encerramento do uso dos equipamentos sem a adoção de uma alternativa, em setembro de 2024, representa um retrocesso na proteção de direitos fundamentais, como à vida, à segurança pública, à transparência administrativa e à qualidade da prova penal.