Operação Contenção visa desarticular o braço financeiro do CV
A Polícia Civil do Rio de Janeiro deflagrou, nesta quarta-feira (29), mais uma etapa da Operação Contenção, que visa desarticular o braço financeiro do Comando Vermelho. Entre os alvos da operação estão o rapper Oruam – considerado foragido da Justiça desde fevereiro –, a mãe dele, Márcia Gama Nepomuceno, e o irmão, Lucas Santos Nepomuceno.
A facção criminosa é responsável pela movimentação e ocultação de recursos oriundos do tráfico de drogas. Uma pessoa já foi presa. São cumpridos mandados de busca e apreensão em endereços ligados os envolvidos em Jacarepaguá e na Barra da Tijuca, na Zona Sudoeste do Rio de Janeiro.
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Segundo a Polícia Civil, a operação é resultado de um trabalho investigativo aprofundado, conduzido ao longo de cerca de um ano, que permitiu identificar e mapear a engrenagem financeira utilizada pela organização criminosa. As apurações tiveram como base a análise de dados extraídos de dispositivos eletrônicos apreendidos, além do cruzamento de informações telemáticas e financeiras. As investigações revelaram um sistema estruturado de recebimento, pulverização e reinserção de valores ilícitos no circuito econômico formal.
Segundo os agentes, recursos provenientes do tráfico eram repassados por lideranças da facção a operadores financeiros, que realizavam a fragmentação dos valores por meio de contas de terceiros, além de utilizá-los para pagamento de despesas, aquisição de bens e ocultação patrimonial. Também foram identificadas movimentações financeiras incompatíveis com a renda declarada pelos investigados, evidenciando a origem ilícita dos recursos.
A apuração apontou ainda a atuação coordenada de diversos integrantes, incluindo operadores responsáveis por intermediar transações sucessivas com o objetivo de dificultar o rastreamento do dinheiro.
A investigação identificou diálogos entre Carlos Costa Neves, conhecido como “Gardenal”, apontado como uma das principais lideranças do Comando Vermelho, e um miliciano. “As conversas reforçam a influência de Márcio dos Santos Nepomuceno, o ‘Marcinho VP’, como liderança central da facção, mesmo após anos de encarceramento. As investigações seguem em andamento para identificar outros envolvidos, possíveis empresas utilizadas na lavagem de dinheiro e beneficiários indiretos dos recursos ilícitos”.
A ação desta quarta faz parte da “Operação Contenção”, que tem como principal objetivo desarticular a estrutura financeira, logística e operacional do Comando Vermelho, além de prender traficantes que atuam na região. Até o momento, mais de 300 capturados e outros 136 criminosos neutralizados em confronto. Foram apreendidas cerca de 470 armas, sendo 190 fuzis, e mais de 51 mil munições.
Oruam está foragido desde fevereiro
Mauro Davi dos Santos Nepomuceno é considerado foragido desde 3 de fevereiro, quando a Justiça do Rio expediu um novo mandado de prisão preventiva contra o cantor. A decisão ocorreu após o Superior Tribunal de Justiça revogar o habeas corpus que beneficiava o artista.
No pedido de prisão, a juíza Tula Melo apontou que Oruam teria descumprido medidas cautelares em diversas ocasiões. Segundo a Secretaria de Administração Penitenciária, desde o dia 1º de novembro foram registradas 66 violações, sendo 21 consideradas graves apenas em 2026.
A investigação que resultou na prisão do rapper começou em julho de 2025. Na ocasião, policiais civis foram até a casa do cantor para cumprir um mandado de busca e apreensão contra um adolescente suspeito de integrar um grupo ligado à facção criminosa Comando Vermelho.
O jovem conseguiu fugir, mas, de acordo com a Polícia Civil, Oruam e outras pessoas que estavam no imóvel apedrejaram uma viatura. Vídeos gravados no local embasaram a expedição do mandado de prisão. O artista ficou preso por mais de 60 dias no Complexo de Gericinó, na Zona Oeste do Rio.
Empresários se uniram em cartel para fraudar licitações em série, aponta MPSC
Suspeitos faziam ‘rodízio’ de empresas vencedoras e são alvos de operação do GAECO
Uma investigação do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) revelou um cartel de empresários que se uniram para fraudar diversas licitações em Santa Catarina. Uma operação do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO) deflagrada na manhã desta quarta-feira (29) apura ainda o envolvimento de um servidor do Governo do Estado no esquema.





