Esquema emitia notas fiscais falsas sobre exportação de grãos para obter isenção do ICMS
Uma operação da Polícia Civil (PCSC) nesta quinta-feira (14) tem como alvo um esquema de fraudes tributárias nos setores do agronegócio e transportes de Santa Catarina, que provocaram um prejuízo de mais de R$ 129,7 milhões aos cofres públicos. A ação cumpre ordens judiciais em oito estados e no Distrito Federal.
A Operação Bilioagro busca desarticular uma organização criminosa, composta por empresários e pessoas “laranjas”, responsável por fraudes fiscais “estruturadas”, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro. Os investigados, que não tiveram identidade revelada foram alvos de buscas e bloqueios patrimoniais. O número de mandados cumpridos, as cidades e a ocorrência de prisões não foram divulgados pela PCSC, bem como a identidade dos alvos.
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A ação ocorreu nas seguintes unidades da federação:
- Santa Catarina
- Paraná
- São Paulo
- Minas Gerais
- Mato Grosso
- Goiás
- Alagoas
- Pernambuco
- Distrito Federal.
De acordo com a PCSC, o esquema funcionava da seguinte maneira: os suspeitos utilizavam empresas de fachada para emitir notas fiscais fraudulentas, que simulavam a venda, transporte e exportação de grãos. O objetivo era se beneficiar de isenções de ICMS, imposto recolhido pelos Estados, e desviar mercadorias sem o recolhimento tributário. Para ocultar os verdadeiros líderes do esquema, o grupo utilizava “laranjas”, que incluíam beneficiários de programas sociais e pessoas com antecedentes criminais.
As investigações partiram de auditorias fiscais e a Operação Bilioagro contou com o apoio das Polícias Civis dos demais estados envolvidos, que também teriam sido prejudicados financeiramente pelo esquema. Os materiais apreendidos durante as buscas serão analisados para identificar demais integrantes da rede e aprofundar as provas sobre a lavagem de dinheiro.
Denúncias de contaminação em produtos Ypê partiram de multinacional dona da OMO
Unilever reconheceu que realiza testes com produtos concorrentes e identificou a presença da superbactéria Pseudomonas aeruginosa
Duas denúncias sobre a contaminação microbiológica de produtos de limpeza da Ypê, que tiveram a produção e comercialização temporariamente suspensas, pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), foram feitas pela multinacional dona de marcas como Omo e e Cif. A informação foi revelada nesta quinta-feira (14) pelo jornal Folha de S. Paulo.





