14 de maio de 2026
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Preso na Operação Narco Fluxo, Justiça manda soltar dono da Choquei

Foto: Reprodução/Instagram
Deflagrada pela Polícia Federal em abril, a Operação Narco Fluxo teve como alvo um grupo suspeito de movimentar mais de R$ 1,6 bilhão por meio de empresas de fachada

O Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3) determinou a soltura de Raphael Sousa Oliveira, dono da página Choquei, investigado no âmbito da Operação Narco Fluxo. A decisão, proferida nesta quarta-feira (13), atende a um pedido de habeas corpus sob o argumento de excesso de prazo.

Segundo o entendimento da Desembargadora Federal Louise Filgueiras, o Ministério Público Federal não apresentou a denúncia formal no tempo determinado pela legislação, o que configura constrangimento ilegal para o detido, que estava preso preventivamente desde 15 de abril.

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A estrutura do esquema e o papel de MC Ryan SP

De acordo com as apurações detalhadas no processo, o cantor de funk Ryan Santana dos Santos, conhecido como MC Ryan SP, é apontado pela Polícia Federal como um dos principais líderes e o beneficiário econômico final da organização. A investigação indica que o artista utilizava sua estrutura empresarial no ramo do entretenimento e da produção musical para “mesclar” valores lícitos com dinheiro de origem criminosa, proveniente de rifas digitais clandestinas e plataformas de apostas ilegais.

A estrutura contava com a colaboração de profissionais especializados: Tiago de Oliveira, identificado como procurador e gestor financeiro do cantor; Rodrigo de Paula Morgado, que atuaria como contador do grupo; e Alexandre Paula de Sousa Santos, o “Belga”, apontado como o intermediário entre as plataformas de apostas e a rede de lavagem de dinheiro.

Como funcionava a Operação Narco Fluxo

Deflagrada pela Polícia Federal em abril, a Operação Narco Fluxo teve como alvo um grupo suspeito de movimentar mais de R$ 1,6 bilhão por meio de empresas de fachada, depósitos fracionados, contas de passagem, criptomoedas e remessas internacionais. Ao todo, a ação resultou na prisão temporária de 32 pessoas e no cumprimento de 45 mandados de busca e apreensão.

Segundo a PF, a organização atuava com um sistema sofisticado de ocultação de dinheiro no Brasil e no exterior, utilizando recursos do setor musical e do entretenimento para dar aparência legal a valores ligados a apostas ilegais, rifas clandestinas e lavagem de dinheiro. As investigações apontam que o dinheiro circulava em diversas camadas financeiras para dificultar o rastreamento.

A Polícia Federal afirma que o esquema operava com três estratégias principais: pulverização de recursos por meio da venda de ingressos, produtos e ativos digitais; uso de criptomoedas, dinheiro em espécie e transferências sucessivas para dificultar o rastreamento; e utilização de laranjas para esconder os verdadeiros responsáveis pelas movimentações financeiras.

MC Ryan será solto

O funkeiro MC Ryan SP deve deixar a prisão nas próximas horas após a Justiça Federal conceder nesta quarta-feira (13) habeas corpus ao cantor, preso há cerca de um mês no âmbito da Operação Narco Fluxo, que investiga um suposto esquema bilionário de lavagem de dinheiro ligado a bets ilegais, rifas clandestinas e tráfico internacional de drogas. A decisão também se estende a MC Poze do Rodo.

           

             

Justiça determina que PMSC retome uso de câmeras corporais pelos agentes

Programa havia sido descontinuado em 2024 após corporação apontar os aparelhos como defasados e vulneráveis

O Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC) determinou nesta terça-feira (12) que a Polícia Militar (PMSC) volte a utilizar câmeras corporais acopladas às fardas dos agentes. A decisão aponta que o encerramento do uso dos equipamentos sem a adoção de uma alternativa, em setembro de 2024, representa um retrocesso na proteção de direitos fundamentais, como à vida, à segurança pública, à transparência administrativa e à qualidade da prova penal.