5 de outubro de 2026
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Sabonete, xampu e perfume: Anvisa define regras para a produção artesanal de cosméticos

Foto: Banco de imagens
Medida busca flexibilizar o trabalho artesanal e reduzir a burocracia envolvida

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou nesta segunda-feira (5) um conjunto de normas que regulamentam a produção e a venda de cosméticos artesanais, como sabonete, xampus e perfumes. A medida busca flexibilizar o trabalho de produtores artesanais e reduzir a burocracia envolvida no processo.

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A medida se aplica a quem produz sabonetes em barra, óleos e manteigas corporais, xampus sólidos, perfumes, desodorantes naturais, sais de banho e outros produtos similares de forma artesanal. O texto destaca que as regras são direcionadas a quem produz, de forma predominantemente manual, em pequena escala, sem terceirizar nenhuma parte do processo.

Os produtos fabricados precisam ter formulação simples, com ingredientes de uso seguro já reconhecido, e não podem conter alto teor de água em sua composição. Além disso, o produtor artesanal só poderá utilizar as seguintes categorias de produtos:

  • produtos de perfumaria com base alcoólica
  • odorizantes de ambiente
  • produtos sólidos para banho
  • sabonetes sólidos
  • xampus e condicionadores sólidos
  • óleos e manteigas corporais
  • desodorantes axilares em barra

As principais simplificações que a regulamentação propõe são:

  • Dispensa de registro ou notificação dos produtos junto à Anvisa
  • Dispensa de Autorização de Funcionamento de Empresa (AFE), o documento exigido das fábricas tradicionais
  • Licenciamento sanitário automático junto à vigilância sanitária local, sem necessidade de análise, visita ou inspeção prévia, ficando sujeito à verificação posterior
  • Isenção da obrigação de contratar um responsável técnico: a segurança dos produtos fica sob responsabilidade direta do próprio produtor artesanal
  • Prazo de validade de até 12 meses, compatível com as características das formulações artesanais

A medida também define regras para a comercialização dos produtos e prevê que o produtor poderá fazer vendas em loja própria, feiras de artesanato, redes sociais, sites e marketplaces próprios. As normas também permitem o apoio de familiares ou colaboradores para realizar as vendas.

Regras de produção

Apesar da flexibilização proposta pelas normas, a Anvisa determina uma série de condutas que o produtor deve seguir para garantir a segurança e a qualidade na produção dos itens. As principais recomendações envolvem manter o ambiente e os equipamentos higienizados, não utilizar utensílios de madeira ou porosos, respeitar o prazo de validade das matérias-primas e avaliar a qualidade do produto antes de comercializá-lo.

O pacote de regras também determina que os produtos devem ser rotulados com as seguintes informações:

  • Nome do produto
  • Lista de ingredientes
  • Data de fabricação
  • Prazo de validade
  • Endereço de produção
  • Peso ou volume
  • Frases de advertência e indicação de que o produto é artesanal

Segundo a Anvisa, a medida busca diferenciar produtores artesanais de grandes indústrias para que esses trabalhadores tenham um enquadramento legal claro e possam formalizar a atividade com menos burocracia.

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