O Avaí confirmou oficialmente a demissão do técnico Cauan de Almeida. A decisão da diretoria azurra foi sacramentada logo após a derrota por 3 a 1 para o Botafogo-SP, fora de casa. O revés agravou a crise no clube e empurrou o Leão da Ilha para a 18ª colocação na tabela, afundando a equipe na zona de rebaixamento.
O comandante deixa o cargo após seis meses de trabalho com um retrospecto de oscilações. Ao todo, foram 38 jogos oficiais à frente do clube catarinense, acumulando 15 vitórias, 8 empates e 15 derrotas. O aproveitamento final da comissão técnica foi de 46,49%.
Durante muito tempo fui a favor da permanência do treinador no Avaí. E entendi a postura da diretoria de mantê-lo no cargo, apostando em uma melhor sequência de jogos, colocação dos salários em dia e melhores condições de trabalho. A partir do momento em que estes detalhes foram acertados e o resultado não veio, a diretoria agiu rápido e demitiu o treinador em São Paulo mesmo, agilizando o processo na busca por um novo treinador que deve ser anunciado nas próximas horas.
A linha tênue entre convicção e teimosia foi colocada à prova ontem, e a demissão do treinador mostrou que o trabalho não pode ser confundido. A demissão foi no momento certo. Agora é torcer para que o novo treinador tire o Avaí da zona de rebaixamento.
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