Chuvas e neblina dificultam buscas por vítimas após desastre na fronteira com o Tibete
O número de mortos na avalanche gigante que devastou uma região montanhosa do Nepal na fronteira com o Tibete subiu para pelo menos 626, segundo atualização divulgada pela agência Reuters neste sábado (29). Outras sete pessoas morreram no lado chinês da fronteira. Quase 3.000 pessoas continuam desaparecidas nos dois países quatro dias após o desastre, enquanto as operações de busca enfrentam dificuldades provocadas pela chuva e pela neblina.
No Nepal, 2.426 pessoas ainda eram procuradas pelas autoridades neste sábado. No condado de Gyirong, no Tibete, ao menos 558 pessoas estavam desaparecidas, segundo informações citadas pela Reuters.
O número de desaparecidos inclui centenas de estrangeiros. A Reuters informou que pelo menos 540 pessoas de outros países continuam sem ser localizadas, muitas delas peregrinos hindus vindos da Índia. A atualização dos números ocorre enquanto as equipes de resgate enfrentam condições adversas na região mais atingida pelo desastre, no distrito nepalês de Rasuwa.
As operações de busca e resgate foram temporariamente suspensas neste sábado (29) devido à chuva e à baixa visibilidade provocada pela neblina, afirmou à Reuters Narendra Pariyar, principal funcionário administrativo do distrito. Segundo ele, uma das prioridades passou a ser a organização do transporte terrestre para levar a Katmandu pessoas que já foram resgatadas.
As buscas já haviam sido interrompidas temporariamente nesta sexta-feira (28), quando autoridades alertaram para o risco de uma nova inundação. Após a enchente, um lago se formou na área de fronteira entre o Nepal e a China e começou a transbordar para os rios Lhende Khola e Trishuli, no lado nepalês.
Esse é um dos dois lagos localizados acima da região devastada que estão sendo monitorados pelas autoridades. Segundo especialistas citados pela Reuters, o risco de novas enchentes deve persistir enquanto a água não escoar completamente.
A agência estatal chinesa Xinhua informou nesta sexta (28) que um dos lagos formados após o desastre está diminuindo. A Reuters, porém, informou que um especialista do governo chinês em riscos geológicos alertou para a instabilidade na região e para o risco representado por mais de cem lagos glaciais.
A tragédia ocorreu na quarta passada (26), quando uma enorme massa de água, rochas, gelo, lama e outros detritos desceu pelos sistemas fluviais da região do Himalaia. Avaliações preliminares indicam que o desastre pode ter sido provocado pelo colapso de uma geleira, segundo especialistas ouvidos pela Reuters.
A força da enxurrada destruiu prédios, pontes e usinas hidrelétricas ao longo de seu caminho. Os efeitos da inundação foram sentidos a grande distância do ponto inicial do desastre. Equipes de resgate recuperaram corpos em Chitwan e Nawalparasi, nas planícies do Nepal, a cerca de cem quilômetros da área mais diretamente atingida.
Segundo informações reunidas pelo jornal The Guardian, mais de 3.700 pessoas já foram resgatadas no Nepal desde o início da operação. A Cruz Vermelha estima que pelo menos 93 mil pessoas tenham sido afetadas pelo desastre no país. As buscas também se concentram em áreas de difícil acesso, incluindo túneis de usinas hidrelétricas atingidos pela lama.
Segundo The Guardian, o Exército e a polícia do Nepal intensificaram neste sábado (29) os trabalhos para abrir a entrada de um túnel tomado por uma espessa camada de lama. Uma equipe formada por 82 militares e policiais trabalha no local desde a noite anterior, segundo o gabinete do primeiro-ministro nepalês.
Não está claro quantas pessoas podem estar presas dentro do túnel. Duas pessoas foram retiradas da lama nesta sexta (28), segundo o governo do Nepal. As autoridades temem que o número de mortos continue aumentando à medida que equipes de resgate conseguem acessar áreas isoladas pela destruição de estradas e pontes.
No lado chinês da fronteira, equipes também trabalham para localizar mais de 500 desaparecidos. Nesta sexta (28), socorristas conseguiram chegar ao complexo fronteiriço de Gyirong, uma das áreas mais atingidas no Tibete. Para alcançar a região, os grupos tiveram de atravessar montanhas e vales e usar cordas para percorrer trechos de florestas e penhascos, depois que as estradas foram destruídas pela força da inundação, segundo a Reuters.
Imagens de câmeras de segurança do complexo mostraram grandes volumes de água e detritos invadindo prédios enquanto pessoas tentavam fugir. Com milhares de pessoas ainda desaparecidas, autoridades do Nepal e da China mantêm as buscas sob o risco de novas chuvas e inundações na região montanhosa.
O número de mortos na avalanche gigante que devastou uma região montanhosa do Nepal na fronteira com o Tibete subiu para pelo menos 626, segundo atualização divulgada pela agência Reuters neste sábado (29). Outras sete pessoas morreram no lado chinês da fronteira. Quase 3.000 pessoas continuam desaparecidas nos dois países quatro dias após o desastre, enquanto as operações de busca enfrentam dificuldades provocadas pela chuva e pela neblina.
> Siga nosso canal no WhatsApp e receba as notícias do TVBV Online em primeira mão
No Nepal, 2.426 pessoas ainda eram procuradas pelas autoridades neste sábado. No condado de Gyirong, no Tibete, ao menos 558 pessoas estavam desaparecidas, segundo informações citadas pela Reuters.
O número de desaparecidos inclui centenas de estrangeiros. A Reuters informou que pelo menos 540 pessoas de outros países continuam sem ser localizadas, muitas delas peregrinos hindus vindos da Índia. A atualização dos números ocorre enquanto as equipes de resgate enfrentam condições adversas na região mais atingida pelo desastre, no distrito nepalês de Rasuwa.
As operações de busca e resgate foram temporariamente suspensas neste sábado (29) devido à chuva e à baixa visibilidade provocada pela neblina, afirmou à Reuters Narendra Pariyar, principal funcionário administrativo do distrito. Segundo ele, uma das prioridades passou a ser a organização do transporte terrestre para levar a Katmandu pessoas que já foram resgatadas.
As buscas já haviam sido interrompidas temporariamente nesta sexta-feira (28), quando autoridades alertaram para o risco de uma nova inundação. Após a enchente, um lago se formou na área de fronteira entre o Nepal e a China e começou a transbordar para os rios Lhende Khola e Trishuli, no lado nepalês.
Esse é um dos dois lagos localizados acima da região devastada que estão sendo monitorados pelas autoridades. Segundo especialistas citados pela Reuters, o risco de novas enchentes deve persistir enquanto a água não escoar completamente.
A agência estatal chinesa Xinhua informou nesta sexta (28) que um dos lagos formados após o desastre está diminuindo. A Reuters, porém, informou que um especialista do governo chinês em riscos geológicos alertou para a instabilidade na região e para o risco representado por mais de cem lagos glaciais.
A tragédia ocorreu na quarta passada (26), quando uma enorme massa de água, rochas, gelo, lama e outros detritos desceu pelos sistemas fluviais da região do Himalaia. Avaliações preliminares indicam que o desastre pode ter sido provocado pelo colapso de uma geleira, segundo especialistas ouvidos pela Reuters.
A força da enxurrada destruiu prédios, pontes e usinas hidrelétricas ao longo de seu caminho. Os efeitos da inundação foram sentidos a grande distância do ponto inicial do desastre. Equipes de resgate recuperaram corpos em Chitwan e Nawalparasi, nas planícies do Nepal, a cerca de cem quilômetros da área mais diretamente atingida.
Segundo informações reunidas pelo jornal The Guardian, mais de 3.700 pessoas já foram resgatadas no Nepal desde o início da operação. A Cruz Vermelha estima que pelo menos 93 mil pessoas tenham sido afetadas pelo desastre no país. As buscas também se concentram em áreas de difícil acesso, incluindo túneis de usinas hidrelétricas atingidos pela lama.
Segundo The Guardian, o Exército e a polícia do Nepal intensificaram neste sábado (29) os trabalhos para abrir a entrada de um túnel tomado por uma espessa camada de lama. Uma equipe formada por 82 militares e policiais trabalha no local desde a noite anterior, segundo o gabinete do primeiro-ministro nepalês.
Não está claro quantas pessoas podem estar presas dentro do túnel. Duas pessoas foram retiradas da lama nesta sexta (28), segundo o governo do Nepal. As autoridades temem que o número de mortos continue aumentando à medida que equipes de resgate conseguem acessar áreas isoladas pela destruição de estradas e pontes.
No lado chinês da fronteira, equipes também trabalham para localizar mais de 500 desaparecidos. Nesta sexta (28), socorristas conseguiram chegar ao complexo fronteiriço de Gyirong, uma das áreas mais atingidas no Tibete. Para alcançar a região, os grupos tiveram de atravessar montanhas e vales e usar cordas para percorrer trechos de florestas e penhascos, depois que as estradas foram destruídas pela força da inundação, segundo a Reuters.
Imagens de câmeras de segurança do complexo mostraram grandes volumes de água e detritos invadindo prédios enquanto pessoas tentavam fugir. Com milhares de pessoas ainda desaparecidas, autoridades do Nepal e da China mantêm as buscas sob o risco de novas chuvas e inundações na região montanhosa.
Início da Copa SC e Brasileirão: Confira a agenda do futebol catarinense
Dez jogos movimentam o futebol do estado neste fim de semana
Quatorze equipes catarinenses entram em campo neste fim de semana para movimentar o futebol do estado com 10 jogos. Além dos compromissos pelas séries A, B e C – que está na rodada final -, os times participantes da Copa Santa Catarina 2026 estreiam no sábado (29) e no domingo (30), dando início à busca pelo troféu estadual.





